Ela tem uma vida razoavelmente boa: saúde em ordem, uma casa segura e confortável para viver, alguns poucos e bons amigos com quem contar. Mas olha para alguns aspectos de sua vida e não gosta do que vê. Está insatisfeita, sabe que precisa mudar e até tem alguma noção dos caminhos que precisa seguir, mas não consegue sair do lugar. Ao invés de agir, pensa muito, e é tomada por ansiedade e desânimo que a fazem achar que seu destino é ficar exatamente como está.

Reconhece essa história? Eu imagino que você já tenha assistido essa cena sendo protagonizada por alguma pessoa próxima a você – alguém da família, uma amiga, uma colega de trabalho – ou mesmo tenha vivenciado a situação, que não é nada agradável.

Nesses momentos de pensar muito e agir pouco, é bem possível que você tenha dito para si mesma uma série de frases desencorajadoras. “Não vou conseguir fazer diferente”; “não tenho conhecimento suficiente”; “ninguém vai me compreender”; “vou ficar sozinha para sempre”; “está dando tudo errado”; “nunca serei boa como fulana”; “sou um fracasso”… Etc., etc.!

Essas conversas que temos com a gente mesma são como descrições de como enxergamos a nós mesmas e as situações à nossa volta. E, embora seu poder de nos impelir a fazer algo seja limitado, essas descrições vão pouco a pouco balizando nossa maneira de nos colocarmos no mundo, de agirmos. Daí a importância de identificarmos bem que tipo de conversa temos com a gente mesmo: conhecendo essas regras podemos desafiá-las agindo de modo diferente.

O que muitas vezes nos esquecemos é que a melhor maneira de lidar com uma regra (e os sentimentos que vêm com ela) é assumir que até o momento pensamos e sentimos assim e agir. Sem nos permitirmos estagnar, controladas por esses pensamentos e sentimentos, nem tampouco esquecer que eles são produtos da vida que tivemos até hoje.

É um grande desafio agir a despeito do que sentimos, e o propósito é a chave para seguirmos em frente! Você concorda? Já havia pensado sobre isso?

A Karine Drumond e a Priscila Valentino, da Negócio de Mulher, me convidaram para um episódio do projeto Aprendendo com Ela, que surgiu da ideia de que todas nós temos o que compartilhar. Foi um bate-papo online muito gostoso, em que conversamos sobre crenças limitantes, medos e autoconfiança. Se você não assistiu, acompanhe aqui e me conta suas reflexões a partir do que viu. E fique à vontade para compartilhar com aquelas pessoas em quem você pensou lá em cima, no início do texto! ;)

Link para o vídeo: http://youtu.be/vexTl3oazzE

2 comments on “Vencendo crenças limitantes, medos e desenvolvendo autoconfiança”

  1. Vivian, assisti seu bate papo com a Karina e a Priscila no dia que ocorreu, e eu achei simplesmente maravilhoso. Tanto foi que fiz várias anotações sobre as reflexões que você fez durante todo o vídeo. Adorei, foi mega libertador saber onde estão as nossas crenças (concordei contigo quando disse que crenças são regras que norteiam a nossa vida ;) e como nos deixamos afetar por elas. Percebi que o foco tem que ser a mudança mental em relação ao nosso diálogo interno, mudar a maneira de pensar.
    Parabéns pelo site, ficou lindo, gostei de todos os textos que li e saiba que tem aqui uma leitora assídua!
    Beijos
    Bia

    • Oi, Bia!
      Que delícia ler seu comentário! Para mim é muito importante saber que produzi um impacto positivo em alguém com minhas palavras.
      Eu diria que o foco deve estar na mudança mental, mas também (e talvez ainda mais importante) na mudança de atitude e na percepção aguçada dos resultados dessas mudanças. Não somos dependentes das nossas ideias e dos nossos sentimentos! Lembre-se sempre disso ;)
      E volte mesmo! Vai ser ótimo ter você sempre por aqui!
      Um beijo!

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