O amor sem palavras no sorriso banguela daquele que aprende pouco a pouco que quando você diz que vai voltar você volta mesmo.

O amor na doação do seu tempo, do seu dinheiro, do seu trabalho, do seu talento, da sua atenção, da sua intenção [tudo junto ou só um deles] a alguém que se vê privado do básico para se ter alguma paz interior.

O amor puro e fraterno dito décadas depois, mas ainda atual, emocionando a quem diz, quem ouve e quem fica sabendo da história.

O amor em pelos, olhos grandes, ronronar baixinho e aconchego, dado por nada, só porque você existe.

O amor na compreensão da limitação do outro e na tolerância com aquilo que é diferente, repetitivo, desafiador ou um velho conhecido.

O amor na ajuda oferecida a quem se via sem saída, perdido no conflito entre compromissos diferentes e igualmente importantes, gerando tranquilidade e conciliação.

O amor no alimento preparado com alegria, criatividade e critério, ou mesmo comprado com dedicação e partilhado em harmonia com aqueles que caminham juntos – ou não.

O amor no cuidado ao outro, com orientação, remédio, toque, silêncio, ou uma simples pergunta de interesse genuíno: ~como você está?~

O amor no abraço silencioso e longo, em que corações se tocam e podem se comunicar para além do tempo e do espaço, expressando aceitação, acolhimento, amparo para quem sempre se viu sozinho na vida.

O amor na escolha do que comer, beber, ouvir, falar, de modo a fornecer somente o que é bom àquela pessoa que você ainda nem conhece mas que já inunda seus pensamentos e transforma seu corpo, seus planos, sua vida.

O amor na oração de qualquer credo dedicada à saúde, paz, dignidade, harmonia e realização daquele que sofre de alguma maneira.

O amor na gratidão pelo que é recebido, seja bom ou ruim, vindo do outro ou do Universo.

O amor dito com todas as letras: E U   T E   A M O. O amor ouvido com todas as letras.

O autoamor sentido diante do espelho, da avaliação dos próprios processos, das escolhas por novos caminhos [ou a retomada de antigos], da determinação por maneiras mais gentis de se voltar para si mesmo, suas próprias dores e delícias.

Que a cada dia, nos pequenos e nos grandes detalhes, toda a gente possa ver amor, vibrar amor, dizer amor, ser amor!

Imagem: Pexels

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