Eu adoro viajar, e no mês de janeiro nos últimos anos acontecia de eu ter mais dinheiro e mais tempo para viajar (professora, tinha férias maiores nesse mês). O recurso do Facebook de nos lembrar de nossas publicações nos últimos cinco anos tem me trazido boas lembranças sobre as viagens que fiz (e que não fiz) nos janeiros passados! E outro dia estava refletindo sobre essas viagens e sobre a importância delas para a minha trajetória nos últimos anos. Deixa eu compartilhar com você:

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2012 – Morro de São Paulo, BA. Foi minha primeira viagem sozinha, para um lugar mais longe (fora de MG). Amei o vilarejo e recomendo a todos, mas o mais importante dessa viagem foi me fazer enxergar o quanto era difícil para mim iniciar conversas com desconhecidos. A partir dela comecei a me abrir um pouco mais.

2013 – San Diego, Califórnia (EUA). Viagem sonhada desde a adolescência, mas que só pude realizar adulta, depois de trabalhar muito e aprimorar meu inglês. Foi um grande desafio e uma grande alegria passar um mês sozinha num país desconhecido. Aprendi que meus esforços para me abrir foram importantes, mas ainda seria preciso trabalhar mais nessa questão.

2014 – BH e SP. Sim, neste ano fiquei em BH mesmo a maior parte das férias e fiz turismo por aqui. Foi ótimo olhar para a cidade com outros olhos e visitar lugares que eu ainda não conhecia. No fim de semana que passei em São Paulo visitei amigos de infância que acabara de fazer (!) na viagem a Paraty, RJ, antes da virada do ano. Aquela viagem foi incrível! Tantas pessoas na mesma sintonia, dispostas a conhecer outras, trocar histórias, fazer amigos. Todo o meu esforço dos últimos dois anos para me abrir mais valeu: me senti super bem, sem medos, sem reservas, muito eu mesma. [Grande parte da minha dificuldade em me abrir, descobri, vinha da dificuldade em me aceitar como sou]

2015 – Peru. Viagem fantástica! Fui com dois queridos amigos (que conheci na viagem a Paraty no ano anterior) e a sintonia não poderia ser melhor! Conhecemos outras pessoas super bacanas, ficamos fascinados com a cultura, o povo e as paisagens peruanas. E mais que isso, pudemos conhecer mais a nós mesmos, individualmente, a partir dos desafios impostos pela caminhada de 4 dias na trilha Salkantay, rumo a Machu Picchu. Aprendi muito, para a vida toda.

2016 – Neste janeiro dei só um pulinho em Lavras Novas, MG, para passar um fim de semana de descanso e chamego com meu marido. A viagem maior está por vir, e estou me preparando para ela: a maternidade. Sei que é uma longa viagem, cheia de surpresas e imprevistos, maravilhosa e desafiadora. O preparo prévio [com leituras, conversas, cuidados com a saúde física e mental] ajuda mas o que vale mesmo é a vida após o desembarque nesse novo lugar.

Sinto que tudo que vivi até hoje, não só nas viagens dos últimos anos, mas desde meu primeiro respirar fora do útero da minha mãe [ou antes!] me preparou para este momento. E ao mesmo tempo sou completamente ingênua, estrangeira nessa terra diferente que é a vida com um filho. Encantamento e estranhamento, tudo ao mesmo tempo agora.

Talvez toda a nossa vida seja essa mistura de se maravilhar e se espantar, mas nossos olhos embaçados de rotina e “já-sei-como-é” não nos permitem ver que cada dia é uma viagem nova, diferente, para dentro de nós mesmos e em direção ao todo, às vezes sozinhos, muitas outras vezes acompanhados.

Você está preparado para a viagem de hoje?

Imagem: Pexels

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