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5 coisas simples para fazer no frio

Chá quentinho para curtir o frio!

Com a chegada do inverno temos a impressão de que nossas opções de lazer ficam mais restritas. Nem todo mundo se dispõe a sair na rua, frequentar bares, restaurantes, museus, espaços públicos em geral. Até programas entre amigos, na casa de um deles, é difícil de acontecer. Especialmente à noite, quando as temperaturas caem ainda mais!

Eu já fui uma pessoa que odiava o inverno. Ficava mal humorada, reclamona, com o corpo tenso todo o tempo. Mas felizmente nos últimos anos venho lindando melhor com o tempo frio, e aprendendo a encarar esses momentos como boas oportunidades de recolhimento e prazer.

Ao invés de ficar me queixando do inverno e das baixa temperaturas (algo que fazia a cada cinco minutos), dou um jeito de me aquecer de forma eficiente e lanço mão de algumas atividades simples, baratas e que eu possa fazer sozinha ou acompanhada. Veja então 5 coisas simples para fazer no frio: (mais…)

Nós acabamos de começar

Eventos corriqueiros do dia a dia marcam a nossa vida mais do que podemos imaginar enquanto estão acontecendo.

Hoje enquanto dirigia para o consultório ouvi no rádio um cover de We’ve only just begun, dos Carpenters. Bom cover, por sinal. Enquanto a música tocava senti meu coração bater diferente e me senti transportada no tempo, direto para as manhãs de domingo da minha infância.

Pude ver a luz do sol entrando pela janela da sala, que ainda não era tão grande. Pude sentir o cheiro do café fresco e do pão de milho grande e redondo pronto para receber a manteiga e o mel. Ouvi o chiado da leiteira anunciando que o leite estava fervido. Vi as cores fortes das flores, colhidas durante a corrida matinal do meu pai, enfeitando a mesa redonda. Ouvi o tilintar dos talheres e xícaras nos pratos duralex – perfeitos para uma casa com três crianças [a quarta ainda estava por vir]. Vi os brinquedos preparados para tomar café da manhã também.

A TV seria ligada daí a pouco, e passaria Globo Rural e, em seguida, Som Brasil. Minha cobertinha verde-água, sempre companheira, em cima da cadeira marcando o lugar onde eu me sentaria. Vi meus irmãos e eu brincando e conversando com nossos pais, e vi meus pais conversando entre eles.

Vi olhares ternos. Vi cuidado, carinho. Vi amor. (mais…)

Um café, por favor!

O café é uma paixão nacional, mas não é uma unanimidade. Há quem ame, há quem deteste e há quem o considere um mal necessário. Eu já passei por todas essas fases, e hoje posso dizer que amo um cafezinho, embora não possa tomar com a frequência que eu gostaria.

Pessoas tomam café por diferentes motivos, e eu estava refletindo sobre isso hoje [enquanto tomava um café!]. E que motivos seriam esses?

*Café para acordar de manhã. Há quem diga que seu dia só começa depois de uma xícara de café, e que antes disso é como se ainda estivesse dormindo, só que em pé. Você pode aproveitar esse café para se queixar do dia que está começando ou ~ muito melhor, na minha opinião ~ agradecer por mais um dia e estabelecer seus propósitos para as próximas horas! (mais…)

Aprendendo com a febre

A doença é um grande professor. Mas até mesmo diante de um grande professor o aluno pode escolher aprender ou não.

Não acredito muito que adoecemos “para” aprender algo, mas sim que podemos aprender muito quando adoecemos ~ e em qualquer outra oportunidade na vida, a propósito.

Esta foi uma semana de adoecimentos na Casinha. Bebê, vovó e marido doentes, e eu forte, tocando em frente, cuidando de tudo, dormindo às 2h e acordando às 6h, fora as mamadas de madrugada. Super mulher.

Ilusão! (mais…)

A menina dança

Lembranças de um tempo em que a simplicidade do viver tomava conta. Espontânea no olhar, nas brincadeiras, no dançar em qualquer lugar, ao som da música que tocasse em sua imaginação naquele momento. Relações tranquilas, transbordantes de amor e alegria. Desapego [ou a santa ignorância] a normas de estilo, adequação social, certo ou errado. Simplesmente é. Naturalmente é.

Sorri sem se preocupar com o que vão pensar sobre seu rosto, seus dentes, seu nariz. A crítica ainda não chegou. Ingênua, livre, feliz.

Quisera essa ingenuidade e essa abertura para a vida nunca tivessem passado. Seria muito mais fácil hoje manter a paz interior, ser luz, projetar luz. (mais…)

Escrever é respirar

Sempre tive um namoro com as palavras. De certa maneira escrevo desde que aprendi a juntar letras e transformá-las em significado, história, sentimento. Sou de uma feliz geração que ganhava diários de presente – e de fato os utilizava para registrar momentos e impressões, alegrias e angústias. Ainda faço diário e recomendo sempre que o assunto se faz pertinente.

Minha geração viu também o início dos blogs, que eram bem diferentes dos de hoje. Havia poesia, fantasia, rica troca entre autor e leitores, muita exposição pessoal, mas com um propósito que era outro, menos líquido. Não havia o termo “blogueiro”. A blogosfera era uma linda rede formada por pessoas que pouco a pouco se tornavam amigas!

Acho que estou nostálgica! :)

Eu penso que a escrita – seja num diário “analógico”, seja num blog – proporciona autoconhecimento, expansão, presença. Escrever é como respirar, ação composta de contenção e expansão, trazer para dentro, processar gerando vida e cura, e então soltar. (mais…)

Toda forma de amor

O amor sem palavras no sorriso banguela daquele que aprende pouco a pouco que quando você diz que vai voltar você volta mesmo.

O amor na doação do seu tempo, do seu dinheiro, do seu trabalho, do seu talento, da sua atenção, da sua intenção [tudo junto ou só um deles] a alguém que se vê privado do básico para se ter alguma paz interior.

O amor puro e fraterno dito décadas depois, mas ainda atual, emocionando a quem diz, quem ouve e quem fica sabendo da história.

O amor em pelos, olhos grandes, ronronar baixinho e aconchego, dado por nada, só porque você existe. (mais…)

O que você vai fazer por si mesma amanhã?

Há alguns anos recebi no consultório uma cliente com diagnóstico de depressão. Recebo com frequência pessoas com esse diagnóstico, e adoro trabalhar com elas e vê-las desabrochar pouco a pouco e abrirem-se para a vida!

Essa cliente em questão tinha quase sessenta anos de idade, era casada, filhos adultos ainda morando em casa, dona de casa, boas condições sócio-econômicas. Era uma mulher batalhadora, companheira, dona de um senso de humor gostoso, que tornava muito agradável a tarefa de atendê-la e certamente facilitava sua convivência com os pequenos aversivos do cotidiano.

A despeito da minha pouca experiência na época, pude ver naquela mulher a quem todos diziam ~ter tudo~ e ~não ter motivo para estar deprimida~ um extremo cansaço. Cansaço da rotina de dona de casa, de esposa companheira, de mãe afetuosa e disponível – por décadas. Faltava-lhe brilho nos olhos. (mais…)

Boa noite

É tarde.

Há bem menos movimento nas ruas, e grande parte das vozes já descansa na intimidade das janelas apagadas.

As luzes salpicadas na paisagem concorrem com as estrelas no céu. Lantejoulas num belo vestido negro.

A lua reina majestosa, cheia, amarela, gigante. Sua força inspira e cura. (mais…)

Pensar menos, agir mais

mergulhar

Há dias (meses?) venho me batendo com o incômodo de ver meu site parado. Meus projetos estão parados, e a cada momento eu dou uma explicação a mim mesma para que eles estejam parados. Bebê. Gravidez. Casamento. Muito trabalho. Pouco conhecimento. Pouco dinheiro. Indefinição. Etc. Etc. Etc.

Talvez você já tenha se sentido assim. Estagnado. Como um cachorro girando em volta do próprio rabo. Muito movimento – especialmente interno – muitos planos, mas sem sair do lugar efetivamente.

Minha mais nova justificativa é a reviravolta interna produzida pela maternidade. Nada mais faz o mesmo sentido. Não quero nada do que queria antes [será?], mas não sei o que quero. Não me lembro mais porque comecei tudo isso, não sei porque continuar. Você, inclusive, poderia me lembrar: por que o que escrevo aqui se conecta com você? Por favor [gentileza, caridade! rs] escreva nos comentários. Eu dizia isso hoje num #cafécomairmã.

Mas daí por aquelas sincronicidades maravilhosas da vida abri o email que a Marie Forleo enviou hoje, com uma entrevista com Seth Godin [obrigada, Marie!!!]. Há tempos ouço falar desse escritor e empreendedor, mas ainda não tinha entrado em contato com suas ideias. E o que ele dizia na entrevista me impactou demais, em diversos pontos. Vou compartilhar alguns, ainda sem muito refinamento pois acabei de assistir à entrevista. (mais…)