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Você e o dinheiro: passado, presente e futuro

Sua vida financeira vai além do que dita o mercado ou a política econômica do país. Ela está diretamente ligada ao que você pensa sobre dinheiro e a como se comporta em relação a ele no passado, no presente e no futuro.

Passado

Suas histórias pessoais e familiares envolvendo dinheiro, prosperidade, privação e abundância construíram as regras ou crenças sobre quanto dinheiro ganhar e como, quanto gastar, com o que gastar e até se e como investir. Nosso país esteve por muitos anos numa grave crise financeira, e a hiperinflação nos anos 1980 fazia acreditar (porque era um fato) que o dinheiro não valia nada, já que se desvalorizava de um dia para o outro. Se você tem mais de 35 anos é possível que tenha esses sentimentos: de que seu dinheiro não será suficiente para suas necessidades e que se uma coisa está em liquidação agora é melhor comprar imediatamente antes que o preço aumente. Isso pode te deixar constantemente com a sensação de estar em dívida – ou até mesmo com dívidas reais por conta de compras desnecessárias.

A maneira como seus pais vivenciaram a prosperidade também influencia o que você sente e pensa sobre dinheiro. Se tiveram uma infância pobre ou não, se tiveram estabilidade financeira ao longo da carreira ou se passaram por quebras, se tinham ou têm o hábito de investir e como investem… sem falar nos valores morais envolvendo dinheiro. Todos esses fatores certamente determinaram a maneira como te ensinaram a lidar com o dinheiro, bem como te deram modelos sobre o que sentir diante da privação e da abundância.

Agradeça pela sua história, adote o que há de bom e deixe lá o que não te ajuda a ter uma vida próspera!

Presente

Uma questão importante é qual a função do dinheiro na sua vida hoje. Identificar o lugar que o dinheiro ocupa contribui para compreender porque está passando por dificuldades financeiras, porque não consegue poupar ou até mesmo porque não se sente feliz com o rendimento atual.

O dinheiro é sua principal preocupação hoje? Suas escolhas são todas pautadas pelo valor financeiro que elas envolvem, numa definição simples de caro ou barato? Pode ser que você esteja pagando por produtos ou serviços que aparentemente são baratos, mas são de baixa qualidade e vão te levar a precisar pagar por eles novamente muito em breve. Ou ainda, você pode estar deixando de experimentar momentos bastante agradáveis ou produtos bons porque têm um preço muito diferente do que você esperava (para baixo ou para cima). Se, ao escolher o que fazer ou comprar, sua principal pergunta for “quanto custa?” sua visão está bastante limitada e certamente implica uma relação ruim com seu dinheiro.

Por outro lado, nunca pensar em dinheiro, negligenciando-o totalmente no seu dia a dia, pode estar ligado tanto à esquiva de um problema (como por exemplo dívidas, contas que se acumulam) como à falta de autonomia. Será que seus rendimentos são suficientes para o estilo de vida que você leva? Você tem gastado muito? As taxas que você paga são condizentes com os serviços dos quais você usufrui? O que você quer fazer com o dinheiro que sobra no fim do mês (será que você sabe se sobra ou não?)… Um adulto precisa se envolver em sua vida financeira – mesmo que não tenha uma renda própria – e se você não faz isso, está passando da hora!

Se relacione com seu dinheiro, conheça seu padrão de rendimento e consumo. Reconheça que essa é uma parte importante da sua vida, mas não a torne a parte principal.

Futuro

Ganhar dinheiro exclusivamente para pagar contas é extremamente chato e desmotivador. Concorda? Trabalhar dia após dia para cumprir as obrigações financeiras – água, luz, aluguel, supermercado, plano de saúde, fatura do cartão de crédito, etc, etc… a sensação que se tem é de vazio. O dinheiro mal chega em suas mãos e já saiu, como na canção de Paulinho da Viola (“Dinheiro na mão é vendaval / Dinheiro na mão é solução / E solidão”). Não é por acaso que tantas pessoas vivam sonhando com uma vida desprendida, na praia ou no campo, trabalhando menos e (ilusoriamente) sem contas para pagar. Falta um sentido para tanto esforço.

Ter ao menos um projeto de futuro muitas vezes dá esse sentido à sua renda. Uma viagem, um curso, uma festa de casamento, um carro, uma casa, um estilo de vida… Pensar no que você quer alcançar dentro dos próximos 2 a 3 anos (médio prazo) ou 5 a 10 anos (longo prazo) pode te ajudar a se manter controlado nos gastos e motivado a conseguir mais dinheiro. É mais provável que você aja de maneira a conquistar uma promoção ou um aumento, criar novos produtos e serviços se você é autônomo ou empreendedor, ou mesmo buscar outro trabalho que te dê melhores perspectivas. Ou seja, quando olha para o futuro você se abre para agir diferente no presente, que passa a ter um colorido especial.

Ter um objetivo ajuda também a enfrentar obstáculos que te derrubariam se não o tivesse. Não se trata de ficar cego para os problemas, aturando todo tipo de situação, mas sim de respirar fundo e seguir adiante sabendo que há algo mais importante te aguardando se você não desistir.

Então escolha um motivo bem especial por que ganhar dinheiro e administrá-lo bem e colha os benefícios quando chegar o momento.

No dia 31 de outubro vou fazer uma Live no Facebook para conversarmos a respeito de dinheiro, felicidade, propósito e maneiras de gerar mais prosperidade. Curta a fanpage do Viva Com Sentido e ative as notificações para ser avisado sobre o horário e outros detalhes! Te aguardo!

Você precisa de férias?

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Houve um tempo em que eu contava os dias para as férias.

Passava meus dias de trabalho desejando aquele período em que eu poderia acordar sem despertador, comer com tranquilidade, assistir aos filmes que eu quisesse, ler livros não técnicos e dormir sem culpa caso sentisse sono durante a leitura.

Me jogar no sofá e brincar com minhas gatas, ouvir música prestando atenção na letra, planejar uma viagem ~ e viajar! Me perder na internet e nas redes sociais, lendo coisas interessantes e outras nem tanto, conversar com amigos pelo bate-papo, encontrar amigos em cafés, restaurantes, baladinhas.

Minhas férias eram uma preciosidade. Mais ou menos como a cenoura na ponta da vara presa à cabeça do cavalo de corrida dos desenhos animados. Acho triste. (mais…)

Precisamos de amizades do tipo chá-de-folhas-frescas!

Eu adoro tomar chá! Faz parte do meu dia-a-dia, ainda mais desde que diminuí muito o consumo de leite e de café. O chá aquece, conforta, participa muito bem de momentos de contemplação e de troca. Na casa da minha avó sempre havia chá de folhas frescas: pitanga, hortelã, erva doce, capim limão… Sabores deliciosos e cheios de prana [energia vital]! Já aqui em casa, na falta de um canteirinho para plantar essas ervas acabo tomando o velho e prático chá de saquinho.

Mas ontem à noite minha avó insistiu que eu trouxesse para casa algumas folhas de hortelã e fizesse um chá quente para regular minha temperatura corporal. Eu, claro, aceitei. Fiz o chá e me sentei para escrever sobre outro assunto completamente diferente, mas fui inundada por uma sensação tão incrível e um estalo: “precisamos de amizades do tipo chá-de-folhas-frescas!” Vou me explicar.

O ritmo em que a maioria de nós vivemos, sempre acelerado, “na correria”, plugados em aparelhos eletrônicos o tempo todo, tem nos levado a estabelecer e manter relações muito superficiais. (mais…)

Toda forma de amor

O amor sem palavras no sorriso banguela daquele que aprende pouco a pouco que quando você diz que vai voltar você volta mesmo.

O amor na doação do seu tempo, do seu dinheiro, do seu trabalho, do seu talento, da sua atenção, da sua intenção [tudo junto ou só um deles] a alguém que se vê privado do básico para se ter alguma paz interior.

O amor puro e fraterno dito décadas depois, mas ainda atual, emocionando a quem diz, quem ouve e quem fica sabendo da história.

O amor em pelos, olhos grandes, ronronar baixinho e aconchego, dado por nada, só porque você existe. (mais…)

El presente es lo unico que tenemos!

Já fui muito apegada ao passado, ao que foi, às lembranças. Do tipo que guardava na agenda o papel da bala que chupei quando fui ao cinema com as amigas. [Quem nunca?] Momentos diversos, aos quais me agarrava como se fossem tesouros, preciosidades indispensáveis à vida.

Passava e repassava mentalmente o que havia dado certo, como havia dado certo, como eu poderia fazer para repetir e ter de novo aqueles momentos, aquelas pessoas. Ou, por outro lado, vivia remoendo e revivendo o passado numa autoflagelação pelo que não funcionou bem, pelas oportunidades perdidas, pelo que disse e, principalmente, pelo que não havia dito.

Da mesma maneira o futuro já fez parte das minhas pré-ocupações. O que quero viver? Quando? Onde? Com quem? Como? … Projetando cada detalhe, imaginando cenas, diálogos, sensações. Dispendia muito da minha energia controlando cada aspecto daquilo que eu gostaria de viver em alguns meses, anos, numa atitude para além de um planejamento saudável. Vivia sofrendo pela constante dúvida acerca da realização ou não de tantos planos e sonhos.

Hoje sei que eu era chamada algumas vezes a estar no presente. Mas talvez por inabilidade de quem convidava ou por pouca maturidade de minha parte para lidar com o incontrolável, eu recusava o chamado.

Estar no presente requer acolhimento, compaixão e coragem.  (mais…)

O que você faria se não tivesse medo?

O que você faria se não tivesse medo?

Li agora há pouco essa pergunta no livro da Oprah Winfrey – O que eu sei de verdade – que havia comprado há meses e que finalmente tirei da estante hoje. Livros são meu pecado consumista, e compro mais volumes do que consigo ler [ainda mais nesse momento da minha vida], esperando que um dia chegue o momento daquele livro em especial.

Não foi a primeira vez que entrei em contato com a pergunta, que é uma boa ferramenta para identificar valor. Mas é interessante que ela tenha se apresentado a mim neste momento, quando mais uma vez me deparo com a consciência de meu medo de ser julgada.

As pessoas tendem a me considerar corajosa, mas a grande verdade é que eu tenho inúmeros medos. (mais…)

Não lugar

Aquele momento em que você olha para si mesma e não se reconhece.

E sente que não sabe mais quem é você.

E se vê num não-lugar. Igual. Completamente diferente.

O que você quer fazer? Seu coração até tenta te dizer o que fazer, mas parece impossível ou inadequado. (mais…)

Como agir de acordo com meus valores?

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Para escrever este post me sentei num ambiente onde possivelmente eu seria distraída pela conversa das pessoas que estavam aqui. Quando isso acontece eu costumo colocar fones de ouvido e ligar alguma música que vá me permitir desligar-me do lado de fora e dar vazão aos meus pensamentos e ideias. É ótimo para manter minha concentração!

Escolhi para tocar um mantra que gosto muito por sua melodia suave e que toca meu coração de maneira muito especial.**

Mas por que estou falando sobre um mantra quando o tema deste post é ~como agir de acordo com meus valores~? Porque me ocorreu procurar o significado desse mantra, e descobri que é um “mantra para estar presente”. Estar presente é condição para descobrir os próprios valores e, consequentemente, para agir de acordo com esses valores. (mais…)

Como descobrir meus valores?

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Muito do que se diz a respeito de felicidade e plenitude aborda a importância de se viver de acordo com seu propósito, de encontrar qual o sentido da vida, de fazer escolhas e seguir caminhos que sejam dotados de significado e alinhado com seus valores. E uma observação comum é a de que esses valores devem ser seus, e não de outra pessoa.

Quando comecei a me deparar com esse assunto foi inevitável a pergunta: ok, se para viver uma vida plena e feliz não posso (ou não deveria) viver de acordo com o que o outro dita, como descobrir meus valores então? (mais…)

O que é propósito?

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Quando comecei a construir a ideia deste blog tinha um tema genérico que muito me atraía: a felicidade. O que é a felicidade? Como ela se caracteriza? É possível produzir felicidade?

À medida que fui estudando e refletindo a respeito, foi ficando mais claro para mim que ser feliz não significa estar alegre todo o tempo. Pelo contrário: momentos de tristeza, quedas, sustos, também compõem uma vida feliz. O que amarra todos esses momentos – os bons e os ruins – é algo bastante abstrato, mas importantíssimo: o valor. (mais…)