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Maternidade é exercício de perspectiva

Ser mãe transformou e tem transformado a minha vida de diversas maneiras. A dedicação que um bebê exige e que eu me propus a oferecer faz um enorme sentido numa perspectiva mais ampla, mas também me sufoca muitas vezes e me faz enxergar nada mais que o cansaço expresso nas minhas olheiras.

Me vejo entre as demandas da maternidade e faço um movimento de ajuste de foco. Focalizo nas mães à minha volta e sinto gratidão profunda por, por exemplo, nunca ter precisado enfrentar uma doença séria com meu filho. Daí mudo o foco para o meu dia a dia e sinto enorme incômodo pelas noites em que ele me demanda mais e eu não posso descansar bem, só para citar um.

Sei que a perspectiva é importante para me situar e não sucumbir com os problemas cotidianos. Acho que posso enlouquecer se eu não me lembrar do porquê escolhi viver uma maternidade ativa e consciente, criar meu filho com apego e abrir mão de algumas facilidades. Posso me afogar em poça d`água se não levar em consideração as enormes dificuldades de diversas ordens que outras mães passam e eu não. (mais…)

Simplesmente comece de novo

 

Três semanas sem escrever nada, sem postar nada, sem nem mesmo enviar uma newsletter. Isso porque em meu último post falei sobre a consistência!

Toda a regularidade que eu vinha construindo, de repente interrompida pela gripe, pelo cansaço, pelas férias do filhote, pelas festas de fim de ano, pelo compromisso com o outro, pela dúvida. Não me arrependo das escolhas que fiz: elas fizeram sentido em cada momento. Mas não posso deixar de me envergonhar por ter caído na inconsistência logo após ter tornado pública minha luta por manter um padrão regular nas minhas ações. Sinal que é uma luta mesmo, né?

Ainda estou tentando descobrir que processo é esse que me tira de um caminho quando finalmente se torna fluido e interessante e que me faz ter o esforço de começar tudo quase do zero, outra vez. (mais…)

Sobre a experiência da vergonha

Estou lendo o livro “A arte da imperfeição”, da Brené Brown. O livro fala sobre os sentimentos de amor e pertencimento, e sobre aquilo que nos atrapalha a senti-los. A vergonha é um dos sentimentos que experimentamos e nos atrapalham a nos sentirmos amados e aceitos como somos.

“Vergonha é o sentimento intensamente doloroso decorrente de acreditarmos que somos defeituosos e, portanto, indignos de amor e pertencimento.” (Brené Brown)

Você já sentiu vergonha?

Eu sim. (mais…)

Onde está a empatia?

A abertura ao outro é necessária para perceber que a diversidade dos universos complexos que são os outros (ou que somos todos) é intrigante e inspiradora.

Não sei se estou muito sensível, chata, se é a lua ou os astros, ou até mesmo se estou responsabilizando a insensibilidade alheia para me manter numa “zona de conforto”. Mas vivenciando e observando as relações por aí, a pergunta se faz a todo momento: onde está a empatia?

Onde está a capacidade de se colocar no lugar do outro, de imaginar o que o outro possa estar sentindo em determinada situação? Onde está a interação sem julgamento? (mais…)

Por que comprar?

Black Friday, Cyber Monday, Black November… E agora vai ser piscar e o Natal chegou. Oportunidades para comprar aquilo que a gente precisa, mas também o que não precisa por um preço que não é promocional. E como é difícil não cair nessa cilada!

Eu não sou uma pessoa consumista, definitivamente. Antes que a tendência do minimalismo se popularizasse eu já conseguia ver em meu comportamento os traços da priorização e do consumo consciente. Cometo meus deslizes (livros e cursos são meus pontos fracos), mas na maior parte do tempo sou bastante comedida no que se refere a consumo.

Apesar desse meu jeito low profile de consumir, nesta Black Friday me vi muito tentada a comprar, o que gerou em mim a pergunta “por que eu compro?”. (mais…)

O que aquece o corpo e o coração

As pessoas geralmente relacionam o tempo frio e chuvoso a oportunidades de introspecção. Talvez porque torna mais difícil a locomoção e gere aquela preguicinha de sair por aí expansivamente. Eu sinto vontade de ficar mais quieta, mais calada, lendo, tomando chá, comendo coisas quentes e confortáveis e dormindo tanto quanto possível enrolada num cobertor quentinho.

É primavera no hemisfério sul (estamos a menos de 1 mês do verão), mas uma frente fria atinge Belo Horizonte há quase uma semana, trazendo então esse climinha que mais parece de outono. A chuva e o frio trouxeram também memórias de outros momentos de conforto e aconchego, e assim me fizeram lembrar de cobertores que marcaram momentos ou relações importantes. E é sobre 5 cobertores especiais da minha vida que vou falar nesse post bem despretensioso! :) (mais…)

Medo: ferramenta de proteção ou de privação?

Do que o medo nos protege? E do que ele nos priva?

Diante de uma situação de escolha, é comum que o medo influencie nossa decisão. E a lógica do medo é da proteção, da garantia e da sobrevivência, e não da ousadia e da expansão. Seria bom se fosse possível sempre identificar claramente o que há atrás de uma porta antes de dizer sim. Na falta de saber, muitos de nós dizemos não. E continuamos sem saber, já que o não mantém as portas fechadas.

Hoje no trânsito uma mulher me abordou pedindo carona. Eu estava indo na mesma direção que ela, pararia próximo ao local onde ela precisava estar, não estava morrendo de pressa e nem com o carro cheio. Estava sozinha. (mais…)

Padrões comportamentais ligados a dinheiro (parte 2)

Nesta série de posts sobre vida financeira venho abordando aspectos que envolvem a relação pessoal com o dinheiro. Embora já tenha discutido sobre a questão da felicidade ser dependente do dinheiro, no último post trouxe a questão da vida financeira como uma metáfora, ou uma amostra dos padrões comportamentais como um todo. Aquele texto estava bem extenso mas ainda havia assunto para continuar, que é o que vou fazer agora então!

Como eu mencionei no post anterior, me envolver mais ativamente com os registros de gastos e rendimentos, e analisar minimamente o que estava fazendo com meu dinheiro me permitiu identificar uma série de padrões meus, alguns que até então nunca haviam sido muito claros para mim. O processo de identificá-los não foi nada agradável, mas extremamente útil, por isso compartilho aqui. Quem sabe gera alguns insights por aí também? (mais…)

Cuidar do presente é honrar a morte

A questão da morte como oportunidade para rever a vida sempre ronda minhas reflexões e me tira de lugares de dúvida, de inação, de falta de sentido. Vez ou outra gosto de revisitar textos antigos meus. Reler, refletir, atualizar. Hoje é dia de Finados, e queria dar vida novamente a este, que escrevi há dez anos (uau, até assustei agora!).

Eu confio?

Feriado, finalmente algum tempo em casa e, melhor ainda: sozinha. Quando se passa cada hora do dia com outra pessoa (ou outras), um tempinho de solidão vale ouro…

Na minha solidão, coloquei no dvd o filme Premonições (2007), com Sandra Bullock. Meus amigos sabem o quanto filmes me fazem pensar sobre minha vida (algumas vezes até estimulam algumas decisões). Com este não foi diferente.

O filme conta a história de Linda, uma dona de casa, mãe de duas meninas, casada há alguns anos com o homem que ama, mas com quem já não tem uma relação próxima. Um dia Linda acorda e recebe a notícia que seu marido morreu. (mais…)

Padrões comportamentais ligados ao dinheiro

O dinheiro não tem valor por si só. Assim como um movimento por organizar-se financeiramente também não faz sentido se for feito mecanicamente. Não se trata só de números. Sua relação com o dinheiro diz sobre sua relação com outras questões da sua própria vida.

Seu extrato bancário mostra se você tem autocontrole ou se age por impulso, se valoriza mais as coisas ou as experiências, se pratica atos de generosidade ou não, se sabe dizer não a propostas que te fazem, se consegue se situar entre seus compromissos e o calendário. E muitos outros padrões, que eu não consigo citar aqui mas que talvez você já esteja identificando só de ler esse trecho.

Analisar seu extrato bancário pode ser um exercício interessante, portanto, para conhecer seus próprios padrões e clarear seus sentimentos em relação a si mesmo. (mais…)