Tag: Morte

Eu preciso de terapia?

A questão sobre procurar ou não a ajuda de um profissional de psicologia para lidar com seus problemas pode envolver dúvidas, conflitos e até preconceito.

Por muito tempo, fazer terapia era considerado como “coisa de gente doida”, e muitas pessoas já deixaram de ser ajudadas porque não queriam ser vistas pelos familiares e amigos como malucos. O preconceito e a ignorância fazendo seus estragos, mais uma vez. :(

Mesmo que você não tenha esse preconceito, é possível que já tenha se perguntado se precisa mesmo fazer terapia ou se conversar com sua melhor amiga ou amigo seria suficiente. Será?

A decisão por procurar um psicoterapeuta é muito pessoal, mas vou listar algumas circunstâncias que podem te levar a pensar melhor a respeito e até marcar uma sessão para decidir junto com o psicólogo. Posso te garantir que um bom profissional não te induzirá a iniciar um processo psicoterapêutico se não houver indicação para isso! Vejamos: (mais…)

Sobre tempo, morte e vida

“Podes me indicar alguém que dê valor ao seu tempo, valorize o seu dia, entenda que se morre diariamente? Nisso, pois, falhamos: pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte.

Então, caro Lucílio, procura fazer aquilo que me escreves: aproveita todas as horas; serás menos dependente do amanhã se te lançares ao presente. Enquanto adiamos, a vida se vai. (mais…)

Escrever é respirar

Sempre tive um namoro com as palavras. De certa maneira escrevo desde que aprendi a juntar letras e transformá-las em significado, história, sentimento. Sou de uma feliz geração que ganhava diários de presente – e de fato os utilizava para registrar momentos e impressões, alegrias e angústias. Ainda faço diário e recomendo sempre que o assunto se faz pertinente.

Minha geração viu também o início dos blogs, que eram bem diferentes dos de hoje. Havia poesia, fantasia, rica troca entre autor e leitores, muita exposição pessoal, mas com um propósito que era outro, menos líquido. Não havia o termo “blogueiro”. A blogosfera era uma linda rede formada por pessoas que pouco a pouco se tornavam amigas!

Acho que estou nostálgica! :)

Eu penso que a escrita – seja num diário “analógico”, seja num blog – proporciona autoconhecimento, expansão, presença. Escrever é como respirar, ação composta de contenção e expansão, trazer para dentro, processar gerando vida e cura, e então soltar. (mais…)

Você já pensou na morte hoje?

Calma. Não precisa fechar a página.

Se você é como a maioria dos seres humanos, sabe que a morte é um fato e uma certeza, mas evita falar ou mesmo pensar a respeito. Essa evitação é compreensível: viver a morte de alguém querido dói muito, e perceber-se mortal, também. Daí não querermos manter o assunto morte em nossas conversas ou pensamentos.

Por outro lado, para algumas pessoas a morte é uma alternativa aos sofrimentos da vida. Para essas pessoas a ideia de morrer ronda como um canto de sereia, prometendo o fim de uma dor que parece impossível de ser vencida. (Imagino quanto sofrimento uma pessoa deve vivenciar para chegar a pensar em não viver mais. Respeito isso e digo, categoricamente, que viver pode valer a pena e que as dores podem, sim, ser vencidas.)

Mas por que um blog que tem como tema central a felicidade e que propõe reflexões para que cada um viva com sentido abordaria a morte em um de seus posts? (mais…)