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Carta ao medo

Medo, acredito que não preciso me apresentar a você, não é? Você me conhece e acompanha há tempos.

Sei que nossa relação não é constante. Desde criança sinto você às vezes mais perto, outras vezes mais longe de mim.

Já deixei de fazer muitas coisas porque você estava presente demais, sufocante até. Embora sufoque, sua ação é sutil, você sabe se disfarçar bem. Eu não sabia, mas esses anos de busca por mim mesma têm me mostrado que você se disfarça de rigor, perfeccionismo, bons comportamentos, educação, polidez, equilíbrio, escolhas pelo caminho mais seguro.

Na verdade foram poucas as vezes em que você foi descarado, se apresentando com seu jeito típico: coração acelerado, pernas bambas, vontade de chorar, gritar, fechar os olhos e tampar os ouvidos até que tudo passe.

Mas você deve se lembrar daquelas vezes em que, apesar de você, agi de maneira ousada e fui em busca do que acreditava ser o melhor para mim. Foram grandes ações, e algumas pessoas até me chamam de corajosa por conta delas. (mais…)

Nada muito diferente do que deseja qualquer ser humano

Mais uma vez você se vê fora dos acontecimentos. As pessoas reúnem as mais íntimas e você não está entre elas. Não há constrangimento, mas é possível sentir o silêncio do não dito. Você se sente um pária, de novo. Sem turma, sem ter com quem contar, embora racionalmente saiba que isso não procede. Memórias dolorosas da infância giram em sua cabeça, massacrantes. Todas as vezes em que se sentiu só, excluída ou menos importante. Todas as vezes em que precisou agir por si mesma por perceber que seus interesses eram somente seus, e não das pessoas a quem você julgava amigas. Você se pergunta [mil vezes] o que há de errado consigo, se isso está mesmo acontecendo ou se você está exagerando. Não quer se sentir uma vítima, sabe como isso te faz mal. Tanta criar explicações que façam com que a situação não pareça tão feia e indelicada. Forja uma aceitação, repetindo para si mesma que as pessoas têm o direito de convidar quem quiserem para lhes fazerem companhia. Mas para cada repetição, sua criança interior pergunta, chorando: por que não me quiseram? O que há de errado comigo?

A experiência da rejeição pode ser devastadora. (mais…)

Escolhe o amor

Diante de cada acontecimento da vida as pessoas tendem a responder de acordo com suas próprias histórias: os eventos pelos quais passaram, as regras que aprenderam, as lições que tiraram após passar ou ver outra pessoa passar por alguma situação parecida. De maneira que quando uma pessoa comenta sobre dado evento ela está, talvez sem saber, comentando sobre si mesma.

Eu procuro me lembrar disso quando ouço pessoas negativas ou pessimistas, que contam sempre a pior parte do acontecimento ou que fazem as piores projeções sobre o que pode acontecer no futuro. “Pense no que essa pessoa pode ter passado, Vívian. Coloque-se no lugar dela” – diz meu grilo falante. Não é fácil. Mesmo. Isso é tão diferente da maneira como penso e busco enxergar a vida que acabo caindo no julgamento e na esquiva do contato com o “pessimista”. Minha vontade é de ficar a quilômetros de distância. (mais…)

O que você faria se não tivesse medo?

O que você faria se não tivesse medo?

Li agora há pouco essa pergunta no livro da Oprah Winfrey – O que eu sei de verdade – que havia comprado há meses e que finalmente tirei da estante hoje. Livros são meu pecado consumista, e compro mais volumes do que consigo ler [ainda mais nesse momento da minha vida], esperando que um dia chegue o momento daquele livro em especial.

Não foi a primeira vez que entrei em contato com a pergunta, que é uma boa ferramenta para identificar valor. Mas é interessante que ela tenha se apresentado a mim neste momento, quando mais uma vez me deparo com a consciência de meu medo de ser julgada.

As pessoas tendem a me considerar corajosa, mas a grande verdade é que eu tenho inúmeros medos. (mais…)

Pensar menos, agir mais

mergulhar

Há dias (meses?) venho me batendo com o incômodo de ver meu site parado. Meus projetos estão parados, e a cada momento eu dou uma explicação a mim mesma para que eles estejam parados. Bebê. Gravidez. Casamento. Muito trabalho. Pouco conhecimento. Pouco dinheiro. Indefinição. Etc. Etc. Etc.

Talvez você já tenha se sentido assim. Estagnado. Como um cachorro girando em volta do próprio rabo. Muito movimento – especialmente interno – muitos planos, mas sem sair do lugar efetivamente.

Minha mais nova justificativa é a reviravolta interna produzida pela maternidade. Nada mais faz o mesmo sentido. Não quero nada do que queria antes [será?], mas não sei o que quero. Não me lembro mais porque comecei tudo isso, não sei porque continuar. Você, inclusive, poderia me lembrar: por que o que escrevo aqui se conecta com você? Por favor [gentileza, caridade! rs] escreva nos comentários. Eu dizia isso hoje num #cafécomairmã.

Mas daí por aquelas sincronicidades maravilhosas da vida abri o email que a Marie Forleo enviou hoje, com uma entrevista com Seth Godin [obrigada, Marie!!!]. Há tempos ouço falar desse escritor e empreendedor, mas ainda não tinha entrado em contato com suas ideias. E o que ele dizia na entrevista me impactou demais, em diversos pontos. Vou compartilhar alguns, ainda sem muito refinamento pois acabei de assistir à entrevista. (mais…)

Como sair do estado de dormência?

dormência

Eu acredito que é possível aprender sobre si mesmo todos os dias, nas mais diversas situações. Basta estar atento a eventos que apresentam a mesma função de determinadas questões que nos acometem intimamente. Por isso costumo chamar esses eventos de metáforas.

Uma metáfora tem gritado em meus ouvidos desde o dia de ontem: SAIA DESTE LUGAR!

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Gente é pra brilhar

Gente é pra brilhar!

Você vem buscando seu lugar no mundo, compreender quem é você, no que você acredita, que valores te representam, que ações te valorizam. Esse movimento é tão intenso que pouco a pouco você vai encontrando sua turma, aquela de pessoas que compartilham desses valores, dos sonhos, e até dos modos de estar no mundo.

Está tudo muito bem, pois finalmente você se percebe fazendo parte de uma galera, de um movimento. Logo você, sempre tão à parte desse mundo louco, ora tentando se modificar para caber nele, ora se isolando no seu [infinito particular] para buscar alguma autocompreensão.

E o que parecia o paraíso {pessoas tão parecidas!} se torna o inferno.

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Sobre incerteza, medo e fé

Este é um post muito pessoal. Parte dele vai se tornar obsoleto amanhã mesmo. Mas sinto que preciso dizer isso aqui, porque é algo que venho aprendendo (ou buscando aprender) e que de alguma maneira pode ajudar mais alguém. E esse blog só faz sentido se e enquanto estiver ajudando alguém – uma pessoa que seja.

Estou com um nódulo na mama, identificado há poucas semanas. (mais…)

Vencendo crenças limitantes, medos e desenvolvendo autoconfiança

#173132360 / gettyimages.com

Ela tem uma vida razoavelmente boa: saúde em ordem, uma casa segura e confortável para viver, alguns poucos e bons amigos com quem contar. Mas olha para alguns aspectos de sua vida e não gosta do que vê. Está insatisfeita, sabe que precisa mudar e até tem alguma noção dos caminhos que precisa seguir, mas não consegue sair do lugar. Ao invés de agir, pensa muito, e é tomada por ansiedade e desânimo que a fazem achar que seu destino é ficar exatamente como está.

Reconhece essa história? Eu imagino que você já tenha assistido essa cena sendo protagonizada por alguma pessoa próxima a você – alguém da família, uma amiga, uma colega de trabalho – ou mesmo tenha vivenciado a situação, que não é nada agradável. (mais…)

Em que lugar do pódio você está?

 

E devo confessar que preciso me lembrar todos os dias de que a minha história é só minha. Que não há mais ninguém no mundo como eu – nem melhor, nem pior. Que me comparar com os outros, seja me colocando acima deles, seja me diminuindo, não me ajuda em absolutamente nada.

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