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5 razões para não fazer terapia

Procurar um psicólogo para fazer terapia é uma atitude que envolve a decisão de cuidar de si mesmo a partir de agora. Mas sabemos que tomadas de decisão nem sempre são simples, especialmente se tais decisões levarão a mudanças importantes. Mesmo que essas mudanças sejam para melhor, é comum passar por um período em que se pondera a respeito de agir ou não, quando se levantam várias objeções numa tentativa de se evitar decisões ruins.

É possível que você esteja vivendo este momento: olhou bem para sua vida, já compreendeu que precisa mudar e até entende que precisa de terapia, mas ainda não se decidiu por procurar ajuda profissional de um psicólogo agora. Neste post vou levantar 5 razões para não fazer terapia (é possível que você já tenha pensado nelas), e vou mostrar porque suas razões podem estar enganadas. (mais…)

Eu preciso de terapia?

A questão sobre procurar ou não a ajuda de um profissional de psicologia para lidar com seus problemas pode envolver dúvidas, conflitos e até preconceito.

Por muito tempo, fazer terapia era considerado como “coisa de gente doida”, e muitas pessoas já deixaram de ser ajudadas porque não queriam ser vistas pelos familiares e amigos como malucos. O preconceito e a ignorância fazendo seus estragos, mais uma vez. :(

Mesmo que você não tenha esse preconceito, é possível que já tenha se perguntado se precisa mesmo fazer terapia ou se conversar com sua melhor amiga ou amigo seria suficiente. Será?

A decisão por procurar um psicoterapeuta é muito pessoal, mas vou listar algumas circunstâncias que podem te levar a pensar melhor a respeito e até marcar uma sessão para decidir junto com o psicólogo. Posso te garantir que um bom profissional não te induzirá a iniciar um processo psicoterapêutico se não houver indicação para isso! Vejamos: (mais…)

Acolhendo sua criança interior 

Visualize a cena: você e sua amiga na beira da piscina, contando até três para pularem juntas na água (que está gelada, a propósito). A contagem termina. Você pula. Ela não.

Vários sentimentos podem surgir. Desapontamento, decepção, raiva dela, tristeza, frustração, raiva de si mesma por ter confiado que vocês fariam aquilo juntas, vergonha por passar por isso no meio do clube com todo mundo olhando, raiva (de novo) de si mesma por estar agindo assim diante de uma brincadeira ou da escolha da sua amiga por não pular naquele momento. Medo de ser julgada, de ser taxada de chiliquenta, apelona, aquela que não sabe brincar ou que exagera em suas reações. (mais…)

Como ser forte o tempo todo

Ei, pare um pouco. Sente-se nessa cadeira onde estive por tanto tempo e me olhe nos olhos. Vou te dizer algumas coisas, quero que me ouça com atenção. Pode ser que doa, certamente não é o que você quer ouvir, mas vai ser melhor.

Você não é tão forte assim.
Você não precisa ser tão forte assim.
Você não precisa ser forte o tempo todo. Pode chorar. Suas lágrimas não vão fazer de você uma pessoa fracassada, nem menor, nem errada. Lágrimas têm o poder de nos humanizar.

Não, você não está louca: há momentos mais difíceis mesmo. Aquele esforço continuado, dia após dia, é como gota de água pingando na vasilha.
Uma hora enche. E transborda.
Permita-se transbordar. (mais…)

Perguntas antigas para questões atemporais

“Autoperguntas:

E a pergunta que não quer calar é: por que tudo tem de ser tão pesado? Ou talvez, recolocada: tudo tem de ser tão pesado?
Dentre as alternativas, também dúvida: aceitação ou questionamento? O que tornaria as coisas mais leves?
A resposta está aqui ou lá? Por que a busca é sempre lá, e quase nunca aqui?” (mais…)

Nada muito diferente do que deseja qualquer ser humano

Mais uma vez você se vê fora dos acontecimentos. As pessoas reúnem as mais íntimas e você não está entre elas. Não há constrangimento, mas é possível sentir o silêncio do não dito. Você se sente um pária, de novo. Sem turma, sem ter com quem contar, embora racionalmente saiba que isso não procede. Memórias dolorosas da infância giram em sua cabeça, massacrantes. Todas as vezes em que se sentiu só, excluída ou menos importante. Todas as vezes em que precisou agir por si mesma por perceber que seus interesses eram somente seus, e não das pessoas a quem você julgava amigas. Você se pergunta [mil vezes] o que há de errado consigo, se isso está mesmo acontecendo ou se você está exagerando. Não quer se sentir uma vítima, sabe como isso te faz mal. Tanta criar explicações que façam com que a situação não pareça tão feia e indelicada. Forja uma aceitação, repetindo para si mesma que as pessoas têm o direito de convidar quem quiserem para lhes fazerem companhia. Mas para cada repetição, sua criança interior pergunta, chorando: por que não me quiseram? O que há de errado comigo?

A experiência da rejeição pode ser devastadora. (mais…)

A menina dança

Lembranças de um tempo em que a simplicidade do viver tomava conta. Espontânea no olhar, nas brincadeiras, no dançar em qualquer lugar, ao som da música que tocasse em sua imaginação naquele momento. Relações tranquilas, transbordantes de amor e alegria. Desapego [ou a santa ignorância] a normas de estilo, adequação social, certo ou errado. Simplesmente é. Naturalmente é.

Sorri sem se preocupar com o que vão pensar sobre seu rosto, seus dentes, seu nariz. A crítica ainda não chegou. Ingênua, livre, feliz.

Quisera essa ingenuidade e essa abertura para a vida nunca tivessem passado. Seria muito mais fácil hoje manter a paz interior, ser luz, projetar luz. (mais…)

Escolhe o amor

Diante de cada acontecimento da vida as pessoas tendem a responder de acordo com suas próprias histórias: os eventos pelos quais passaram, as regras que aprenderam, as lições que tiraram após passar ou ver outra pessoa passar por alguma situação parecida. De maneira que quando uma pessoa comenta sobre dado evento ela está, talvez sem saber, comentando sobre si mesma.

Eu procuro me lembrar disso quando ouço pessoas negativas ou pessimistas, que contam sempre a pior parte do acontecimento ou que fazem as piores projeções sobre o que pode acontecer no futuro. “Pense no que essa pessoa pode ter passado, Vívian. Coloque-se no lugar dela” – diz meu grilo falante. Não é fácil. Mesmo. Isso é tão diferente da maneira como penso e busco enxergar a vida que acabo caindo no julgamento e na esquiva do contato com o “pessimista”. Minha vontade é de ficar a quilômetros de distância. (mais…)

Em caso de pane, máscaras irão cair

Estando você e outra pessoa em risco, de quem você deve cuidar primeiro?

A situação é delicada, e se torna ainda mais difícil se a outra pessoa for ou se mostrar incapaz de cuidar de si mesma sozinha.

As orientações dadas em voos comerciais são bem claras: em caso de pane, máscaras irão cair. Coloque uma máscara em si mesmo e somente depois ajude as pessoas que estiverem a sua volta. Eu costumava achar essa orientação tão egoísta! Tendia a pensar que se a pessoa está minimamente bem, ela precisa sim, cuidar do outro. O outro seria mais importante.

Mas será mesmo? (mais…)

Toda forma de amor

O amor sem palavras no sorriso banguela daquele que aprende pouco a pouco que quando você diz que vai voltar você volta mesmo.

O amor na doação do seu tempo, do seu dinheiro, do seu trabalho, do seu talento, da sua atenção, da sua intenção [tudo junto ou só um deles] a alguém que se vê privado do básico para se ter alguma paz interior.

O amor puro e fraterno dito décadas depois, mas ainda atual, emocionando a quem diz, quem ouve e quem fica sabendo da história.

O amor em pelos, olhos grandes, ronronar baixinho e aconchego, dado por nada, só porque você existe. (mais…)