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Sobre a experiência da vergonha

Estou lendo o livro “A arte da imperfeição”, da Brené Brown. O livro fala sobre os sentimentos de amor e pertencimento, e sobre aquilo que nos atrapalha a senti-los. A vergonha é um dos sentimentos que experimentamos e nos atrapalham a nos sentirmos amados e aceitos como somos.

“Vergonha é o sentimento intensamente doloroso decorrente de acreditarmos que somos defeituosos e, portanto, indignos de amor e pertencimento.” (Brené Brown)

Você já sentiu vergonha?

Eu sim. (mais…)

Medo: ferramenta de proteção ou de privação?

Do que o medo nos protege? E do que ele nos priva?

Diante de uma situação de escolha, é comum que o medo influencie nossa decisão. E a lógica do medo é da proteção, da garantia e da sobrevivência, e não da ousadia e da expansão. Seria bom se fosse possível sempre identificar claramente o que há atrás de uma porta antes de dizer sim. Na falta de saber, muitos de nós dizemos não. E continuamos sem saber, já que o não mantém as portas fechadas.

Hoje no trânsito uma mulher me abordou pedindo carona. Eu estava indo na mesma direção que ela, pararia próximo ao local onde ela precisava estar, não estava morrendo de pressa e nem com o carro cheio. Estava sozinha. (mais…)

Cuidar do presente é honrar a morte

A questão da morte como oportunidade para rever a vida sempre ronda minhas reflexões e me tira de lugares de dúvida, de inação, de falta de sentido. Vez ou outra gosto de revisitar textos antigos meus. Reler, refletir, atualizar. Hoje é dia de Finados, e queria dar vida novamente a este, que escrevi há dez anos (uau, até assustei agora!).

Eu confio?

Feriado, finalmente algum tempo em casa e, melhor ainda: sozinha. Quando se passa cada hora do dia com outra pessoa (ou outras), um tempinho de solidão vale ouro…

Na minha solidão, coloquei no dvd o filme Premonições (2007), com Sandra Bullock. Meus amigos sabem o quanto filmes me fazem pensar sobre minha vida (algumas vezes até estimulam algumas decisões). Com este não foi diferente.

O filme conta a história de Linda, uma dona de casa, mãe de duas meninas, casada há alguns anos com o homem que ama, mas com quem já não tem uma relação próxima. Um dia Linda acorda e recebe a notícia que seu marido morreu. (mais…)

Leveza no cotidiano

É a segunda borboleta que vejo hoje. Esta também num lugar inusitado. Nada de floresta, jardim ou campo florido. Esta, numa cafeteria. A outra (grande, azul, linda) em meio aos carros no trânsito congestionado da metrópole. Eu, que gosto tanto que metáforas, sou presenteada com elas sem que as esteja procurando. Sou grata!

As borboletas de hoje me dizem da leveza possível na aspereza do dia a dia ou em lugares e situações aparentemente inapropriadas ou pouco propícias para isso.

A leveza no cotidiano é algo que venho buscando ativamente há algum tempo (anos), conseguindo às vezes. Em outras vezes vejo minha leveza levantar voo e me deixar entre o peso das tarefas, frustrações e problemas. (mais…)

A primeira lição do meu pequeno professor

Meu filho dorme pouco. Para a média de sono diurno de um bebê de 7 meses ele dorme incrivelmente pouco. E picado. São três cochilos de mais ou menos 25 minutos. Sim, pode ser menos que isso.

Para dormir à noite é demorado e também picado: acorda mais ou menos de hora em hora e vai aumentando o tempo de sono bem aos poucos. Minhas olheiras dão uma noção de como é! Rs.

Meu bebê é, pelo menos até hoje, daquelas pessoas que não querem perder nada. Super curioso, atento, vivo, comunicativo. Quer conversar com todo mundo e ver tudo que sua pequena retina conseguir captar. Acho que vai ser o último a sair da festa, o que fecha os restaurantes, que quer ir a todos os eventos, dos políticos aos culturais, passando pelas reuniões de família. Ele é da vida: dormir é para os fracos!

Eu, de cá, vivo em conflito: ele é só um bebê, que não só precisa de mim como me pede para acompanhar suas explorações. Eu, intensa exploradora também (ele teve a quem puxar) mas do mundo interior, balanço entre o encantamento por tanta vivacidade e a sensação de sufocamento pela demanda constante. (mais…)

Aprendendo com a febre

A doença é um grande professor. Mas até mesmo diante de um grande professor o aluno pode escolher aprender ou não.

Não acredito muito que adoecemos “para” aprender algo, mas sim que podemos aprender muito quando adoecemos ~ e em qualquer outra oportunidade na vida, a propósito.

Esta foi uma semana de adoecimentos na Casinha. Bebê, vovó e marido doentes, e eu forte, tocando em frente, cuidando de tudo, dormindo às 2h e acordando às 6h, fora as mamadas de madrugada. Super mulher.

Ilusão! (mais…)

O que pintar paredes me ensinou sobre organização pessoal

Há alguns anos resolvi passar o carnaval pintando o apartamento onde morava. Estava muito cansada de badalação, sem ver muito sentido naquela alegria toda, e imersa num longo e profundo processo de transformação pessoal. Sentia que precisava daquele “retiro”, aquele tempo só meu, cuidando de mim mesma [indireta e metaforicamente] e resolvendo uma grande pendência que me acompanhava já havia bastante tempo.

Bastante. Aquilo que basta. Era hora de dar um basta naquelas paredes mal pintadas!

Como a grana não estava sobrando, decidi que eu mesma pintaria o apartamento, mesmo sem nunca ter pintado uma parede antes. Nada que o YouTube não pudesse me ensinar!

Foram 4 dias e meio de trabalho intenso, corpo dolorido, tinta, lona e jornal por todo lado, e enfim a Casinha estava nova de novo! E o melhor: resultado do meu esforço, da minha própria ação!

Durante aqueles dias refleti muito sobre o que estava fazendo, e hoje vejo que aprendi muito mais que pintar paredes. Aprendi sobre organização pessoal, sobre superar desafios, aprendi sobre agir na vida em função do que importa.

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O que pintar paredes me ensinou sobre Organização Pessoal: (mais…)

É tempo de viajar

Eu adoro viajar, e no mês de janeiro nos últimos anos acontecia de eu ter mais dinheiro e mais tempo para viajar (professora, tinha férias maiores nesse mês). O recurso do Facebook de nos lembrar de nossas publicações nos últimos cinco anos tem me trazido boas lembranças sobre as viagens que fiz (e que não fiz) nos janeiros passados! E outro dia estava refletindo sobre essas viagens e sobre a importância delas para a minha trajetória nos últimos anos. Deixa eu compartilhar com você:

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2012 – Morro de São Paulo, BA. Foi minha primeira viagem sozinha, para um lugar mais longe (fora de MG). Amei o vilarejo e recomendo a todos, mas o mais importante dessa viagem foi me fazer enxergar o quanto era difícil para mim iniciar conversas com desconhecidos. A partir dela comecei a me abrir um pouco mais. (mais…)