Três semanas sem escrever nada, sem postar nada, sem nem mesmo enviar uma newsletter. Isso porque em meu último post falei sobre a consistência!

Toda a regularidade que eu vinha construindo, de repente interrompida pela gripe, pelo cansaço, pelas férias do filhote, pelas festas de fim de ano, pelo compromisso com o outro, pela dúvida. Não me arrependo das escolhas que fiz: elas fizeram sentido em cada momento. Mas não posso deixar de me envergonhar por ter caído na inconsistência logo após ter tornado pública minha luta por manter um padrão regular nas minhas ações. Sinal que é uma luta mesmo, né?

Ainda estou tentando descobrir que processo é esse que me tira de um caminho quando finalmente se torna fluido e interessante e que me faz ter o esforço de começar tudo quase do zero, outra vez.

Talvez eu me boicote. Talvez eu me dê por satisfeita mais cedo que devia. Talvez eu desanime ou duvide do que faço quando outros caminhos se mostram. Ou talvez eu seja apenas humana e tenha que lidar com a inconstância e a impermanência. Cair, levantar, cair e levantar. De novo.

Sei que tendo a me crucificar por quebrar as correntes dos hábitos e por não entregar (para mim ou para o outro) aquilo pelo que havia me comprometido. E tanto julgamento e punição autoimpostas só fazem com que eu adie mais a retomada do caminho perdido. É a vergonha fazendo estragos e mais estragos. E é por perceber isso que hoje disse mais um não para toda essa falação cruel na minha cabeça e escrevi este post.

É como ensinou meu professor, Yogi Bhajan:

Quando sentir a pressão do tempo, simplesmente comece e a pressão desaparecerá.

Pode ser que você estivesse aí se perguntando onde estão meus posts, por que será que eu sumi de novo, será que vale mesmo a pena continuar entrando aqui… Neste caso, peço sinceras desculpas. Não queria nem quero gerar confusão.

Mas pode ser também que você esteja aí se batendo com tudo que você começa e para, com os projetos abandonados, com a desmotivação, com os exageros das festas de fim de ano (que jogam para o alto seu projeto de vida saudável), com as concessões um tanto quanto exageradas para o cansaço ou a preguiça ou as demandas alheias. Em qualquer desses casos, te digo que estamos juntas.

Então vamos assumir que estamos onde estamos e vamos agir pelo que importa, não interessa o tempo que durou o hiato!

Agora! No caminho a gente conversa!

Que projeto você quer retomar hoje mesmo?

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