Quando observamos o mundo à nossa volta, especialmente os processos naturais, podemos verificar que não há nada que seja imutável. Os budistas nos chamam a atenção para a lei da impermanência com sua incrível frase “Isso também passa”.

Nem sempre é fácil reconhecer que aquilo que enfrentamos hoje como a maior dificuldade de nossas vidas em algum momento vai passar – talvez por não conseguirmos saber exatamente quando. Da mesma maneira, pensar que um momento de extrema felicidade também vai passar pode não ser lá muito agradável, afinal, quem quer deixar de ser feliz?

yin yang2

Os ciclos da vida são, no entanto, inegáveis. Ora estamos lá em cima, ora lá embaixo. Podemos aprender a abreviar os momentos ruins (quando isso é possível) e a prolongar os momentos bons ou vivenciá-los ao máximo, o que sem dúvida ajuda a passarmos por eles e a crescermos com cada experiência.

Mas me peguei pensando no símbolo do yin e yang, e em como a alegria também pode ser entendida assim. Nesse símbolo oriental temos um círculo dividido ao meio, em que uma parte é branca e outra é preta. Na parte branca há um círculo menor preto, e na parte preta há outro círculo menor, branco. Esse símbolo representa as polaridades – tudo e nada, bom e ruim, dia e noite, vida e morte. E podemos enxergar nele também uma representação da polaridade alegria e tristeza.

É possível que a cada momento nos vejamos em um desses polos: ora tristes, ora alegres. Natural, né? Mas muitas vezes deixamos de perceber que toda alegria traz em si uma tristeza: um episódio ruim que passou e que sem que ele tivesse acontecido não estaríamos vivenciando essa alegria, a constatação de brevidade desse momento alegre e a pontada de tristeza que dá pensar que ele vai se acabar, o medo (grande ou pequeno) do que pode vir pela frente…

Assim também é com a tristeza, que traz em si uma alegria: a tristeza deste momento pode significar que já se sentiu alegria antes, a dificuldade por que passamos agora nos traz um aprendizado (e aprender sempre nos eleva e nos constrói), a esperança que se sente ao confiar que estamos passando por isso para nos tornarmos pessoas melhores, mais fortes, mais sensíveis, mais conscientes de nós mesmos e de nossas potencialidades e fragilidades.

A atitude de honrar tanto a alegria (por exemplo em movimentos como o Pequenas Alegrias) como a tristeza nos possibilita aceitar e acolher os benefícios que qualquer momento ou fase da vida nos proporciona. Porque sempre há benefícios nos sendo proporcionados, por mais caótica ou por mais simples e aparentemente inofensiva que a situação pareça.

Então vamos honrar esses momentos! Vamos observar e produzir cada pequena alegria de nosso dia, tornando-as mais reais, memoráveis, pequenos tijolos na construção desse castelo lindo que é cada um de nós! E vamos permitir que as fases difíceis nos fortaleçam e aumentem nossa resistência ao que é próprio da vida e inevitável!

Eu estou com você, e conto com você para estar comigo pela vida a fora! Vamos?

Neste mês eu quero te convidar para experimentar o poder da alegria fazendo parte do Movimento Pequenas Alegrias! Assim como fizemos com os #21diasdegratidao, estamos postando nas redes sociais uma pequena alegria por dia, durante os 29 dias de fevereiro [2016]. Ao fazer isso, usamos as hashtags #pequenasalegrias e #vivacomsentido, assim todo mundo pode se ligar {e se contagiar} com nossas alegrias ao longo desses dias. Vamos lá? Eu tenho postado no Instagram (@vivimarchezini) e no Facebook. Busca lá as hashtags pra ver! O mês está quase acabando, mas você pode começar hoje mesmo!

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