Meu filho dorme pouco. Para a média de sono diurno de um bebê de 7 meses ele dorme incrivelmente pouco. E picado. São três cochilos de mais ou menos 25 minutos. Sim, pode ser menos que isso.

Para dormir à noite é demorado e também picado: acorda mais ou menos de hora em hora e vai aumentando o tempo de sono bem aos poucos. Minhas olheiras dão uma noção de como é! Rs.

Meu bebê é, pelo menos até hoje, daquelas pessoas que não querem perder nada. Super curioso, atento, vivo, comunicativo. Quer conversar com todo mundo e ver tudo que sua pequena retina conseguir captar. Acho que vai ser o último a sair da festa, o que fecha os restaurantes, que quer ir a todos os eventos, dos políticos aos culturais, passando pelas reuniões de família. Ele é da vida: dormir é para os fracos!

Eu, de cá, vivo em conflito: ele é só um bebê, que não só precisa de mim como me pede para acompanhar suas explorações. Eu, intensa exploradora também (ele teve a quem puxar) mas do mundo interior, balanço entre o encantamento por tanta vivacidade e a sensação de sufocamento pela demanda constante.

Não me entenda mal, e por favor não me julgue. Amo meu filho mais que qualquer outra pessoa no mundo! E sou imensamente grata porque meu cansaço advém da saúde dele – e não de uma doença. Eu apenas preciso de algum espaço, algo mais que 25 minutos para conseguir fazer o que me nutre: ler, colorir, escrever, contemplar.

Analisando, observo que parte desses breves intervalos é gasto com o básico (preparar algo para comer, me alimentar, ir ao banheiro, conversar brevemente com o marido), mas também com redes sociais (bem mais raras e rápidas agora, é verdade), queixas (“estou cansada” e “não dá tempo de fazer nada” são as campeãs) e um estranho sentimento de estar perdida (“o que vou fazer nesse tempo que tenho?”). Estratégias de organização pessoal têm funcionado muito pouco, ou me falta paciência para implementá-las e ver meus planos sendo interrompidos por choros a todo momento.

Todos me dizem para ter paciência, que essa fase passa logo e em breve ele estará mais independente. Eu, em estado de ebulição aqui dentro, tento diariamente aceitar e me entregar ao que é – ao invés de lutar pelo que eu gostaria que fosse. Te digo que não é fácil. Meu pequeno grande professor já determinou sua primeira lição: aceitação.

Quem é seu professor hoje e qual a lição ele vem tentando te ensinar? Compartilhe comigo nos comentários, vamos nos fortalecer juntas para aprender com menos sofrimento e mais rapidez! :)

7 comments on “A primeira lição do meu pequeno professor”

  1. Meu irmão recorreu às assessoras especialistas: avós. Um amigo nosso, que não bebe café, me contou das maravilhosas propriedades de outras bebidas cafeinadas. (Não vou fazer propaganda, mas existem muitas). Tudo o mais é amor e paciência. Beijos a todas as mães corajosas

  2. Nossa! Com o Teo doi igualzinho! Desde o 2o dia ele não era mais aquele bebê dorminhoquinho… Queria ficar acordado para vwr tudo e eu tinha q ficar andando com ele virado pra frente no colo!
    A dra Eleanor luzes num video q vi recentemente disse q os bebês q não dormem estão sendo solidarios com as mães q estão num estado de alerta muito grande… Com certeza foi o meu caso… Sua lição realmente é se entregar e relaxar! Tenta ter mais ajuda pras coisas da casa e realmente encara como uma fase, vc terá tempo pra tudo q vc quer fazer, mas no futuro!
    Veja tbm sobre estabalecer uma rotina para o sono, ajudou muito la em casa!
    Tem o livro “Soluções para noites sem choro” q tem ate grupo no Facebook sobre. Dá um alivio ler e tem dicas tbm! Bjos e paz!

    • Olha, faz todo sentido a questão da mãe alerta! É como me sinto, até hoje. Comprei esse livro, e sigo a rotina de sono para a noite. Para o dia sigo alguma rotina, estabeleci horários e fico atenta aos sinais de cansaço, mas ele ainda dorme muito pouco. Mais de 40 minutos só se estiver no meu colo.
      Vc voltou a trabalhar com que idade do Teo, Andréa?

  3. Nossa! Como vc captou bem todos esses sentimentos. Me pego envolvida nesse conflito o tempo todo! Tenho saudade de mim e ao mesmo tempo, tento aproveitar cada dia com a minha pequena professora. A juju tb dorme pouco 3 cochilos de 30 min. O cansaço é imenso! E minha pergunta sempre é: será que estou sabendo aproveitar e aprender tudo? A minha primeira lição foi: não tenho controle sobre tudo.

  4. Nossa Vivian…como me vi nesta reflexão… é uma briga interna com este paradoxo de amor/dedicação com o cansaço/muito o que fazer… mas realmente o tempo vai cuidando de colocar este novo aprendizado no lugar. Os cochilos vão ficando maiores e já tenho uma noite inteira de sono -de 5hs mas tá valendo!!!!
    Beijo

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