O que você faria se não tivesse medo?

O que você faria se não tivesse medo?

Li agora há pouco essa pergunta no livro da Oprah Winfrey – O que eu sei de verdade – que havia comprado há meses e que finalmente tirei da estante hoje. Livros são meu pecado consumista, e compro mais volumes do que consigo ler [ainda mais nesse momento da minha vida], esperando que um dia chegue o momento daquele livro em especial.

Não foi a primeira vez que entrei em contato com a pergunta, que é uma boa ferramenta para identificar valor. Mas é interessante que ela tenha se apresentado a mim neste momento, quando mais uma vez me deparo com a consciência de meu medo de ser julgada.

As pessoas tendem a me considerar corajosa, mas a grande verdade é que eu tenho inúmeros medos. (mais…)

Boa noite

É tarde.

Há bem menos movimento nas ruas, e grande parte das vozes já descansa na intimidade das janelas apagadas.

As luzes salpicadas na paisagem concorrem com as estrelas no céu. Lantejoulas num belo vestido negro.

A lua reina majestosa, cheia, amarela, gigante. Sua força inspira e cura. (mais…)

Pensar menos, agir mais

mergulhar

Há dias (meses?) venho me batendo com o incômodo de ver meu site parado. Meus projetos estão parados, e a cada momento eu dou uma explicação a mim mesma para que eles estejam parados. Bebê. Gravidez. Casamento. Muito trabalho. Pouco conhecimento. Pouco dinheiro. Indefinição. Etc. Etc. Etc.

Talvez você já tenha se sentido assim. Estagnado. Como um cachorro girando em volta do próprio rabo. Muito movimento – especialmente interno – muitos planos, mas sem sair do lugar efetivamente.

Minha mais nova justificativa é a reviravolta interna produzida pela maternidade. Nada mais faz o mesmo sentido. Não quero nada do que queria antes [será?], mas não sei o que quero. Não me lembro mais porque comecei tudo isso, não sei porque continuar. Você, inclusive, poderia me lembrar: por que o que escrevo aqui se conecta com você? Por favor [gentileza, caridade! rs] escreva nos comentários. Eu dizia isso hoje num #cafécomairmã.

Mas daí por aquelas sincronicidades maravilhosas da vida abri o email que a Marie Forleo enviou hoje, com uma entrevista com Seth Godin [obrigada, Marie!!!]. Há tempos ouço falar desse escritor e empreendedor, mas ainda não tinha entrado em contato com suas ideias. E o que ele dizia na entrevista me impactou demais, em diversos pontos. Vou compartilhar alguns, ainda sem muito refinamento pois acabei de assistir à entrevista. (mais…)

Não lugar

Aquele momento em que você olha para si mesma e não se reconhece.

E sente que não sabe mais quem é você.

E se vê num não-lugar. Igual. Completamente diferente.

O que você quer fazer? Seu coração até tenta te dizer o que fazer, mas parece impossível ou inadequado. (mais…)

O que pintar paredes me ensinou sobre organização pessoal

Há alguns anos resolvi passar o carnaval pintando o apartamento onde morava. Estava muito cansada de badalação, sem ver muito sentido naquela alegria toda, e imersa num longo e profundo processo de transformação pessoal. Sentia que precisava daquele “retiro”, aquele tempo só meu, cuidando de mim mesma [indireta e metaforicamente] e resolvendo uma grande pendência que me acompanhava já havia bastante tempo.

Bastante. Aquilo que basta. Era hora de dar um basta naquelas paredes mal pintadas!

Como a grana não estava sobrando, decidi que eu mesma pintaria o apartamento, mesmo sem nunca ter pintado uma parede antes. Nada que o YouTube não pudesse me ensinar!

Foram 4 dias e meio de trabalho intenso, corpo dolorido, tinta, lona e jornal por todo lado, e enfim a Casinha estava nova de novo! E o melhor: resultado do meu esforço, da minha própria ação!

Durante aqueles dias refleti muito sobre o que estava fazendo, e hoje vejo que aprendi muito mais que pintar paredes. Aprendi sobre organização pessoal, sobre superar desafios, aprendi sobre agir na vida em função do que importa.

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O que pintar paredes me ensinou sobre Organização Pessoal: (mais…)

O que eu aprendi sobre organização pessoal

Há alguns anos eu venho buscando me organizar melhor, desde manter meus objetos em ordem até minhas atividades e meu tempo. Tudo isso para que eu tenha condições de desfrutar dos meus períodos de descanso, evitar estresses desnecessários e fazer acontecer mais daquilo que é importante na minha vida. Tem sido uma longa caminhada, cheia de obstáculos e curvas sinuosas, mas sinto que tenho avançado.

Quando se trata de organização pessoal, muitas estratégias são sugeridas, e chega a ser difícil saber quais são melhores ou mais efetivas. Selecionei então as estratégias que melhor funcionam (ou funcionaram em algum momento) para mim e compartilho com você.

My Plan

1 – Concentrar informações. Ter um só lugar para registrar as ideias, ou lugares determinados para guardar objetos economiza muito tempo {e saúde emocional} no momento em que precisa resgatar essas ideias ou objetos. Manter as chaves do carro sempre no mesmo lugar, as canetas sempre no mesmo cantinho, a bolsa guardada sempre no mesmo armário. As ideias para o negócio num mesmo caderno (e não em caderno + post it + arquivo no PC), as contas a pagar na mesma caixa ou pasta… (mais…)

Os 10 pilares da organização pessoal com propósito

A organização pessoal é uma maneira de trazer ordem de fora para dentro.

Ao estabelecer horários ou momentos para se dedicar a cada aspecto de sua vida, você escolhe, deliberadamente, ser protagonista da situação. Não mais age porque o prazo está estourado, porque grandes punições virão ou porque é o que todos estão fazendo. Da mesma maneira, também não é mais escrava da ansiedade, da culpa ou da vergonha. Age porque entende que é o melhor a fazer por si mesma.

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Organizar-se é paradoxal: colocam-se regras para que o natural flua. ~ Organicamente ~. A rotina dá parâmetros, sinaliza o início e o fim de um período, como as margens de uma folha de papel. O que será expresso nessa folha (nesse período) pode ser absolutamente criativo, original, intenso.

Organizar seus dias, seus projetos, sua vida, é como lavar e guardar toda a louça que está na pia antes de iniciar o preparo do alimento. Retiram-se os excessos, removem-se as impurezas e mantém-se somente o que é importante para que a alquimia aconteça.

Organizar-se é dispor a si mesma recursos para se transformar em sua melhor versão, para expressar o que há de mais puro e precioso em si. (mais…)

Editorial de Março/2016

Organizar-se é estabelecer situações artificiais para que o natural possa fluir.

Sei que isso parece um contra-senso, balela dita por instituições que querem te prender, limitar sua liberdade, sua criatividade, seu ritmo próprio, sem no entanto gerar maiores resistências de sua parte.

Você pode ter a ideia de que ser organizado te impede de ser uma pessoa criativa, ou de ser autêntica. Pode pensar que pessoas organizadas são chatas, caxias, que não têm vida, não se divertem, não vivem aventuras.

maquina de escrever

E assim, evitando se tornar uma pessoa chata como elas, evita estratégias de organização pessoal o máximo que pode. Até que a vida começa a cobrar alguma ordem, alguma fluidez, alguma constância que um estilo de vida ao-deus-dará que não consegue suprir. E você começa a se sentir perdido, sem saber para onde ir, o que fazer, sem saber o que aconteceu com toda aquela forte chama criativa, que agora mais parece um fogo de palha. Começa a ver seu tempo escoando pelos dias sem que você tenha feito nada de significativo por você ou pelo mundo. (mais…)

A alegria para além do jogo do contente

Você tem consciência de quais são suas alegrias? E como elas se relacionam com seus valores?

Em fevereiro propus (e me propus) a aguçar o olhar sobre as pequenas alegrias que permeiam nossos dias. Eu acredito que cada dia nos brinda com no mínimo um evento, pessoa ou coisa que nos gere uma sensação de estar vivendo exatamente aquilo que merecemos viver. Basta que estejamos atentos a esses presentes. Ao presente!

butterfly

Ao longo do mês acompanhei as postagens de algumas pessoas que aderiram ao Movimento Pequenas Alegrias, e me senti muito feliz ao vê-las valorizarem os pequenos eventos, os afetos, as atitudes (próprias ou dos outros para com elas). Mais ainda, me alegrou ao ler os depoimentos delas sobre como atentar às pequenas alegrias diárias alterou seus dias positivamente e as ajudou a passar por situações difíceis. Isso vai muito mais além do que simplesmente fazer o jogo do contente, pois não fecha os olhos para os problemas, mas sim encontra neles um sentido dentro de um contexto que é mais amplo e diverso. Muda a perspectiva. (mais…)

Saber honrar a alegria e a tristeza

Quando observamos o mundo à nossa volta, especialmente os processos naturais, podemos verificar que não há nada que seja imutável. Os budistas nos chamam a atenção para a lei da impermanência com sua incrível frase “Isso também passa”.

Nem sempre é fácil reconhecer que aquilo que enfrentamos hoje como a maior dificuldade de nossas vidas em algum momento vai passar – talvez por não conseguirmos saber exatamente quando. Da mesma maneira, pensar que um momento de extrema felicidade também vai passar pode não ser lá muito agradável, afinal, quem quer deixar de ser feliz?

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Os ciclos da vida são, no entanto, inegáveis. Ora estamos lá em cima, ora lá embaixo. (mais…)