Um café, por favor!

O café é uma paixão nacional, mas não é uma unanimidade. Há quem ame, há quem deteste e há quem o considere um mal necessário. Eu já passei por todas essas fases, e hoje posso dizer que amo um cafezinho, embora não possa tomar com a frequência que eu gostaria.

Pessoas tomam café por diferentes motivos, e eu estava refletindo sobre isso hoje [enquanto tomava um café!]. E que motivos seriam esses?

*Café para acordar de manhã. Há quem diga que seu dia só começa depois de uma xícara de café, e que antes disso é como se ainda estivesse dormindo, só que em pé. Você pode aproveitar esse café para se queixar do dia que está começando ou ~ muito melhor, na minha opinião ~ agradecer por mais um dia e estabelecer seus propósitos para as próximas horas! (mais…)

Tire sua criatividade do armário

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Sou uma criativa enrustida.

Talvez você também seja.

Nossa sociedade é mestre em inibir a criatividade de seus indivíduos, colocando uma série de regras sobre como fazer e não fazer o que quer que seja. Não há espaço para o diferente, fora do convencional. O que não nos dizem é que todos somos criativos, mas só alguns poucos são insensíveis o suficiente às contingências impostas e seguem pela vida agindo criativamente.

Como se não bastassem as regras e contingências impostas pela sociedade, como Freud bem soube descrever, tenho uma sociedade na minha cabeça. Que trata de criticar cada ideia criativa que tenho, mandando-as para o porão escuro das ideias ~ brilhantes ~ mas ameaçadoras do conforto psíquico e emocional.

“Não é bom”. “Não é novo”. “Não acrescenta nada”. “Ousado demais”. “Ninguém vai querer”. “Já fizeram”. “Já disseram”. Blá. Blá. Blá. (mais…)

A felicidade está nos pequenos detalhes


Eu acredito que a felicidade está nos pequenos detalhes. E não, não estou falando de diamantes! :)

Os dias podem ser maçantes, com seus processos se repetindo sem parar, ou estressantes, com pressão vindo de todos os lados para que sejam gerados mais e melhores resultados. Rotina sem sentido ou a obrigatoriedade da alta performance. 

Penso que é urgente sairmos desse modelo, e até falei sobre isso recentemente em outro post. No entanto, enquanto não conseguimos romper com o modelo atual de produção, podemos trazer para o dia a dia pequenos momentos de alegria, leveza, sabor.

Em frente ao meu prédio há um pé de amora. Amora nunca foi minha fruta preferida, e para falar a verdade eu mal me lembrava da existência dela no maravilhoso mundo das frutas. Mas parece que agora é época de amoras, e a amoreira da minha rua está dando frutos! Não está carregada ~ há poucas frutas maduras disponíveis a cada dia. Mas é exatamente esse detalhe que traz leveza e divertimento aos meus dias. (mais…)

Perguntas antigas para questões atemporais

“Autoperguntas:

E a pergunta que não quer calar é: por que tudo tem de ser tão pesado? Ou talvez, recolocada: tudo tem de ser tão pesado?
Dentre as alternativas, também dúvida: aceitação ou questionamento? O que tornaria as coisas mais leves?
A resposta está aqui ou lá? Por que a busca é sempre lá, e quase nunca aqui?” (mais…)

Nada muito diferente do que deseja qualquer ser humano

Mais uma vez você se vê fora dos acontecimentos. As pessoas reúnem as mais íntimas e você não está entre elas. Não há constrangimento, mas é possível sentir o silêncio do não dito. Você se sente um pária, de novo. Sem turma, sem ter com quem contar, embora racionalmente saiba que isso não procede. Memórias dolorosas da infância giram em sua cabeça, massacrantes. Todas as vezes em que se sentiu só, excluída ou menos importante. Todas as vezes em que precisou agir por si mesma por perceber que seus interesses eram somente seus, e não das pessoas a quem você julgava amigas. Você se pergunta [mil vezes] o que há de errado consigo, se isso está mesmo acontecendo ou se você está exagerando. Não quer se sentir uma vítima, sabe como isso te faz mal. Tanta criar explicações que façam com que a situação não pareça tão feia e indelicada. Forja uma aceitação, repetindo para si mesma que as pessoas têm o direito de convidar quem quiserem para lhes fazerem companhia. Mas para cada repetição, sua criança interior pergunta, chorando: por que não me quiseram? O que há de errado comigo?

A experiência da rejeição pode ser devastadora. (mais…)

Precisamos de amizades do tipo chá-de-folhas-frescas!

Eu adoro tomar chá! Faz parte do meu dia-a-dia, ainda mais desde que diminuí muito o consumo de leite e de café. O chá aquece, conforta, participa muito bem de momentos de contemplação e de troca. Na casa da minha avó sempre havia chá de folhas frescas: pitanga, hortelã, erva doce, capim limão… Sabores deliciosos e cheios de prana [energia vital]! Já aqui em casa, na falta de um canteirinho para plantar essas ervas acabo tomando o velho e prático chá de saquinho.

Mas ontem à noite minha avó insistiu que eu trouxesse para casa algumas folhas de hortelã e fizesse um chá quente para regular minha temperatura corporal. Eu, claro, aceitei. Fiz o chá e me sentei para escrever sobre outro assunto completamente diferente, mas fui inundada por uma sensação tão incrível e um estalo: “precisamos de amizades do tipo chá-de-folhas-frescas!” Vou me explicar.

O ritmo em que a maioria de nós vivemos, sempre acelerado, “na correria”, plugados em aparelhos eletrônicos o tempo todo, tem nos levado a estabelecer e manter relações muito superficiais. (mais…)

Não apresse o rio: ele corre sozinho

Você é do tipo de pessoa que “faz a hora” ou que “espera acontecer”?

Eu era totalmente uma pessoa que faz a hora. Queria estar sempre no controle de tudo que acontecia ~ e aconteceria ~ na minha vida. Muitos planos, bem detalhados que era pra nada dar errado. Já falei sobre isso aqui. Poucos riscos ~ só os calculados ~, muitas regras. A flexibilidade de um cabo de vassoura. O bom disso? Me tornei uma boa previsora de comportamentos e uma pessoa com excelentes habilidades para realmente fazer acontecer muito do que eu queria ou do que me pediam ajuda para acontecer.

Funcionou por muito tempo, afinal se manteve por muitos anos em meu repertório.

Acontece que em determinado momento da minha vida aquele controle todo foi parando de funcionar. (mais…)

Aprendendo com a febre

A doença é um grande professor. Mas até mesmo diante de um grande professor o aluno pode escolher aprender ou não.

Não acredito muito que adoecemos “para” aprender algo, mas sim que podemos aprender muito quando adoecemos ~ e em qualquer outra oportunidade na vida, a propósito.

Esta foi uma semana de adoecimentos na Casinha. Bebê, vovó e marido doentes, e eu forte, tocando em frente, cuidando de tudo, dormindo às 2h e acordando às 6h, fora as mamadas de madrugada. Super mulher.

Ilusão! (mais…)

A menina dança

Lembranças de um tempo em que a simplicidade do viver tomava conta. Espontânea no olhar, nas brincadeiras, no dançar em qualquer lugar, ao som da música que tocasse em sua imaginação naquele momento. Relações tranquilas, transbordantes de amor e alegria. Desapego [ou a santa ignorância] a normas de estilo, adequação social, certo ou errado. Simplesmente é. Naturalmente é.

Sorri sem se preocupar com o que vão pensar sobre seu rosto, seus dentes, seu nariz. A crítica ainda não chegou. Ingênua, livre, feliz.

Quisera essa ingenuidade e essa abertura para a vida nunca tivessem passado. Seria muito mais fácil hoje manter a paz interior, ser luz, projetar luz. (mais…)

Escolhe o amor

Diante de cada acontecimento da vida as pessoas tendem a responder de acordo com suas próprias histórias: os eventos pelos quais passaram, as regras que aprenderam, as lições que tiraram após passar ou ver outra pessoa passar por alguma situação parecida. De maneira que quando uma pessoa comenta sobre dado evento ela está, talvez sem saber, comentando sobre si mesma.

Eu procuro me lembrar disso quando ouço pessoas negativas ou pessimistas, que contam sempre a pior parte do acontecimento ou que fazem as piores projeções sobre o que pode acontecer no futuro. “Pense no que essa pessoa pode ter passado, Vívian. Coloque-se no lugar dela” – diz meu grilo falante. Não é fácil. Mesmo. Isso é tão diferente da maneira como penso e busco enxergar a vida que acabo caindo no julgamento e na esquiva do contato com o “pessimista”. Minha vontade é de ficar a quilômetros de distância. (mais…)