Eu não sei pedir ajuda

Pedir ajuda é um ato que para algumas pessoas é bastante natural e corriqueiro, mas que para outras pode ser de uma enorme dificuldade.

Pode ser uma informação quando se está perdido no trânsito, uma mão extra quando se tem muitos objetos para carregar, ou até algo maior como uma ajuda quando não se sabe como sair de um dos muitos labirintos dessa vida. Ajuda de amigo, ajuda profissional. Perdido, sobrecarregado, sem conseguir enxergar a saída. Pedir ajuda é admitir seus limites, sua falta de controle, sua incompetência. É admitir para si mesmo e para o outro (o que será pior?) que não se pode tudo. Não neste momento, não com esses recursos.

Aquele que não pede ajuda age assim porque tende a se fundir com a ideia da incompetência. (mais…)

A gente quer dinheiro e felicidade

A gente não quer só dinheiro,
A gente quer dinheiro e felicidade.

(Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)

A relação entre dinheiro e felicidade é tão controversa que acaba dividindo pessoas e posturas na vida. É preciso dinheiro para ser feliz?

Na sociedade contemporânea, dinheiro é o que nos possibilita acessar bens e serviços os mais diversos, desde os mais básicos até aqueles super exclusivos, que não configuram uma necessidade. Ele permeia quase todas as nossas relações com o mundo.

O dinheiro possibilita condições dignas de vida como um lugar seguro para viver, alimento e água suficientes para o corpo funcionar bem, condições de higiene que garantam saúde, etc. Na medida em que o dinheiro dá acesso a essas condições de dignidade, pode-se dizer que ele é necessário para a felicidade. Ou o inverso: a falta dele influencia o sentimento de infelicidade. (mais…)

Psicoterapia dói, é verdade!

Você está vivendo um momento delicado em sua vida. Com maior ou menor sofrimento você já se perguntou algumas vezes se precisa recorrer à psicoterapia. Concluiu que sim, seria interessante ter o acompanhamento profissional atento e dedicado. Já levantou razões pelas quais não faria terapia e todas foram rebatidas com argumentos que você compreendeu, acolheu e aceitou. Mas você ainda não tomou a atitude de ligar ou escrever para o terapeuta.

Não pense que vou te julgar por isso. Pelo contrário, eu te entendo bem. A verdade é que psicoterapia dói. Muito. E você pode estar tentando se proteger da dor. (mais…)

5 razões para não fazer terapia

Procurar um psicólogo para fazer terapia é uma atitude que envolve a decisão de cuidar de si mesmo a partir de agora. Mas sabemos que tomadas de decisão nem sempre são simples, especialmente se tais decisões levarão a mudanças importantes. Mesmo que essas mudanças sejam para melhor, é comum passar por um período em que se pondera a respeito de agir ou não, quando se levantam várias objeções numa tentativa de se evitar decisões ruins.

É possível que você esteja vivendo este momento: olhou bem para sua vida, já compreendeu que precisa mudar e até entende que precisa de terapia, mas ainda não se decidiu por procurar ajuda profissional de um psicólogo agora. Neste post vou levantar 5 razões para não fazer terapia (é possível que você já tenha pensado nelas), e vou mostrar porque suas razões podem estar enganadas. (mais…)

Eu preciso de terapia?

A questão sobre procurar ou não a ajuda de um profissional de psicologia para lidar com seus problemas pode envolver dúvidas, conflitos e até preconceito.

Por muito tempo, fazer terapia era considerado como “coisa de gente doida”, e muitas pessoas já deixaram de ser ajudadas porque não queriam ser vistas pelos familiares e amigos como malucos. O preconceito e a ignorância fazendo seus estragos, mais uma vez. :(

Mesmo que você não tenha esse preconceito, é possível que já tenha se perguntado se precisa mesmo fazer terapia ou se conversar com sua melhor amiga ou amigo seria suficiente. Será?

A decisão por procurar um psicoterapeuta é muito pessoal, mas vou listar algumas circunstâncias que podem te levar a pensar melhor a respeito e até marcar uma sessão para decidir junto com o psicólogo. Posso te garantir que um bom profissional não te induzirá a iniciar um processo psicoterapêutico se não houver indicação para isso! Vejamos: (mais…)

Dizer o que penso versus ouvir o que você diz

A voz é algo que nos caracteriza, visto que é única. Não há voz igual à minha, nem igual à sua, nem de qualquer outra pessoa. Pode até haver voz parecida e há também as imitações, mas naturalmente iguais… não há. Junto com a voz há o tom, o ritmo com que se fala, as paradas que se dá ao falar, os sotaques e as expressões típicas não simplesmente de um lugar, mas daquela pessoa. A voz é influenciada pelo momento do dia, pela situação específica, pelo momento de vida. A voz expressa tanto a biologia como a história de vida da pessoa. Não é à toa que tanto se relaciona a voz à personalidade, porque é bem isso mesmo: sua voz é sua personalidade em forma de sons. (mais…)

5 coisas simples para fazer no frio

Chá quentinho para curtir o frio!

Com a chegada do inverno temos a impressão de que nossas opções de lazer ficam mais restritas. Nem todo mundo se dispõe a sair na rua, frequentar bares, restaurantes, museus, espaços públicos em geral. Até programas entre amigos, na casa de um deles, é difícil de acontecer. Especialmente à noite, quando as temperaturas caem ainda mais!

Eu já fui uma pessoa que odiava o inverno. Ficava mal humorada, reclamona, com o corpo tenso todo o tempo. Mas felizmente nos últimos anos venho lindando melhor com o tempo frio, e aprendendo a encarar esses momentos como boas oportunidades de recolhimento e prazer.

Ao invés de ficar me queixando do inverno e das baixa temperaturas (algo que fazia a cada cinco minutos), dou um jeito de me aquecer de forma eficiente e lanço mão de algumas atividades simples, baratas e que eu possa fazer sozinha ou acompanhada. Veja então 5 coisas simples para fazer no frio: (mais…)

Acolhendo sua criança interior 

Visualize a cena: você e sua amiga na beira da piscina, contando até três para pularem juntas na água (que está gelada, a propósito). A contagem termina. Você pula. Ela não.

Vários sentimentos podem surgir. Desapontamento, decepção, raiva dela, tristeza, frustração, raiva de si mesma por ter confiado que vocês fariam aquilo juntas, vergonha por passar por isso no meio do clube com todo mundo olhando, raiva (de novo) de si mesma por estar agindo assim diante de uma brincadeira ou da escolha da sua amiga por não pular naquele momento. Medo de ser julgada, de ser taxada de chiliquenta, apelona, aquela que não sabe brincar ou que exagera em suas reações. (mais…)

Você está onde deveria estar

Você está onde deveria estar

Nos dias de hoje todos vivemos correndo. Parecemos formigas indo e vindo do formigueiro, saindo para coletar o sustento, voltando para guardá-lo em local seguro. Não há tempo a perder, e qualquer obstáculo no caminho nos desestrutura a ponto de quase não sabermos mais onde estamos, de onde viemos e para onde vamos. Interações, só as bem rápidas, de forma que não nos distraiam do nosso objetivo. Fazer, fazer, fazer. E rápido.

Para quê mesmo?

Esse estado acelerado nunca foi o mais confortável para mim. Pelo contrário, chego a ficar sem ar só de conviver com pessoas muito aceleradas, e meu corpo logo denuncia quando eu mesma sigo um ritmo que não condiz com minha lentidão habitual. Dores no pescoço, respiração descompassada, tremores.

Dia desses me percebi correndo mais uma vez contra o relógio. Tinha um compromisso de trabalho dali a poucos minutos e estava a anos-luz de estar com tudo pronto até mesmo para sair de casa. A sequência não deve ter sido muito diferente daquela observada diariamente em diversas casas mundo afora: (mais…)

Você está pronto para abandonar seus escudos?

O trabalho de um escritor consiste em gerar impacto no leitor. Fazer diferença na vida de quem cruza com suas palavras. Senão agora, depois, lançando sementes que, em terreno fértil, vão brotar e se transformar ~ transformando aquele que as acolheu.

É por acreditar nesse efeito esperado que costumo monitorar o acesso ao que publico no blog. Nada obsessivo nem com grandes expectativas [não escrevo para gerar tráfego], mas observando e refletindo sobre essa troca. De forma que pude verificar que o post Compreendendo as semelhanças e acolhendo as diferenças gerou poucas visitas e teve pouca repercussão, apesar de abordar um tema importante [ou talvez até por isso mesmo!].

Para além de buscar identificar características do texto que possam ter gerado pouco interesse no leitor [como o tamanho, a linguagem ou o momento do ano em que abordo o assunto ~ véspera de carnaval], talvez o mais importante seja observar o meu processo de escrita daquele texto. E é isso que quero compartilhar com você por acreditar que possa, este sim, gerar reflexões importantes tanto aqui como aí.

Eu queria muito escrever sobre o assunto das semelhanças e diferenças que nos perpassam, porque uma coisa que muito me incomoda é a facilidade que temos [eu inclusive] para julgar o que é diferente. (mais…)