Por que comprar?

Black Friday, Cyber Monday, Black November… E agora vai ser piscar e o Natal chegou. Oportunidades para comprar aquilo que a gente precisa, mas também o que não precisa por um preço que não é promocional. E como é difícil não cair nessa cilada!

Eu não sou uma pessoa consumista, definitivamente. Antes que a tendência do minimalismo se popularizasse eu já conseguia ver em meu comportamento os traços da priorização e do consumo consciente. Cometo meus deslizes (livros e cursos são meus pontos fracos), mas na maior parte do tempo sou bastante comedida no que se refere a consumo.

Apesar desse meu jeito low profile de consumir, nesta Black Friday me vi muito tentada a comprar, o que gerou em mim a pergunta “por que eu compro?”. (mais…)

O que aquece o corpo e o coração

As pessoas geralmente relacionam o tempo frio e chuvoso a oportunidades de introspecção. Talvez porque torna mais difícil a locomoção e gere aquela preguicinha de sair por aí expansivamente. Eu sinto vontade de ficar mais quieta, mais calada, lendo, tomando chá, comendo coisas quentes e confortáveis e dormindo tanto quanto possível enrolada num cobertor quentinho.

É primavera no hemisfério sul (estamos a menos de 1 mês do verão), mas uma frente fria atinge Belo Horizonte há quase uma semana, trazendo então esse climinha que mais parece de outono. A chuva e o frio trouxeram também memórias de outros momentos de conforto e aconchego, e assim me fizeram lembrar de cobertores que marcaram momentos ou relações importantes. E é sobre 5 cobertores especiais da minha vida que vou falar nesse post bem despretensioso! :) (mais…)

Falando de amor

Falar de amor e agir com amor deveria ser algo natural. Ou talvez até seja, pois se a gente observar não há ser mais amoroso que um bebê recém nascido. A maneira como o bebê olha para sua mãe, como ouve sua voz, como toca e se permite ser tocado… é o amor encarnado, independente da situação em que foi concebido, gestado ou parido.

Mas parece que a gente vai perdendo essa naturalidade ao longo da vida, com as quedas e feridas que vamos sofrendo. Diante das agressões de toda ordem impostas nas interações com o mundo (recusas, ausências, privações, palavras, olhares ou contatos físicos violentos), grande parte de nós se retrai. E retração não combina com amor, pois amor é expansão, abertura, braços abertos e mãos estendidas. Então, retraídos, deixamos de falar de amor e de agir com amor.

E as relações se tornam superficiais, entremeadas por barreiras de defesa contra novas agressões. Passamos a viver munidos de espinhos e farpas e venenos, prontos para dispará-los ao menor sinal de perigo (leia-se: falta de amor). (mais…)

Autoamor só se constrói na solidão?

Nem só de solidão vive o autoamor. O amor por você mesma é sim construído nos momentos a sós, na escrita do diário, na meditação, na caminhada em silêncio, no cuidado autodirigido (e tantas outras atividades tendo a si mesma como companhia). Mas também os momentos de conexão com o outro te levam a rever o conceito de si mesma.

Somos seres sociais. A inserção num grupo nos garante a sobrevivência enquanto crianças e nos constrói enquanto sujeitos. É no grupo que aprendemos a nos diferenciar e a nos identificar, e para isso é preciso um movimento constante de olhar para o outro e para nós mesmos.

É no grupo, então, que aprendemos quem somos. E são as pessoas do grupo quem primeiro nos ensinam a qualificar nossas características físicas ou psicológicas como boas ou ruins. (mais…)

Medo: ferramenta de proteção ou de privação?

Do que o medo nos protege? E do que ele nos priva?

Diante de uma situação de escolha, é comum que o medo influencie nossa decisão. E a lógica do medo é da proteção, da garantia e da sobrevivência, e não da ousadia e da expansão. Seria bom se fosse possível sempre identificar claramente o que há atrás de uma porta antes de dizer sim. Na falta de saber, muitos de nós dizemos não. E continuamos sem saber, já que o não mantém as portas fechadas.

Hoje no trânsito uma mulher me abordou pedindo carona. Eu estava indo na mesma direção que ela, pararia próximo ao local onde ela precisava estar, não estava morrendo de pressa e nem com o carro cheio. Estava sozinha. (mais…)

Padrões comportamentais ligados a dinheiro (parte 2)

Nesta série de posts sobre vida financeira venho abordando aspectos que envolvem a relação pessoal com o dinheiro. Embora já tenha discutido sobre a questão da felicidade ser dependente do dinheiro, no último post trouxe a questão da vida financeira como uma metáfora, ou uma amostra dos padrões comportamentais como um todo. Aquele texto estava bem extenso mas ainda havia assunto para continuar, que é o que vou fazer agora então!

Como eu mencionei no post anterior, me envolver mais ativamente com os registros de gastos e rendimentos, e analisar minimamente o que estava fazendo com meu dinheiro me permitiu identificar uma série de padrões meus, alguns que até então nunca haviam sido muito claros para mim. O processo de identificá-los não foi nada agradável, mas extremamente útil, por isso compartilho aqui. Quem sabe gera alguns insights por aí também? (mais…)

Cuidar do presente é honrar a morte

A questão da morte como oportunidade para rever a vida sempre ronda minhas reflexões e me tira de lugares de dúvida, de inação, de falta de sentido. Vez ou outra gosto de revisitar textos antigos meus. Reler, refletir, atualizar. Hoje é dia de Finados, e queria dar vida novamente a este, que escrevi há dez anos (uau, até assustei agora!).

Eu confio?

Feriado, finalmente algum tempo em casa e, melhor ainda: sozinha. Quando se passa cada hora do dia com outra pessoa (ou outras), um tempinho de solidão vale ouro…

Na minha solidão, coloquei no dvd o filme Premonições (2007), com Sandra Bullock. Meus amigos sabem o quanto filmes me fazem pensar sobre minha vida (algumas vezes até estimulam algumas decisões). Com este não foi diferente.

O filme conta a história de Linda, uma dona de casa, mãe de duas meninas, casada há alguns anos com o homem que ama, mas com quem já não tem uma relação próxima. Um dia Linda acorda e recebe a notícia que seu marido morreu. (mais…)

Padrões comportamentais ligados ao dinheiro

O dinheiro não tem valor por si só. Assim como um movimento por organizar-se financeiramente também não faz sentido se for feito mecanicamente. Não se trata só de números. Sua relação com o dinheiro diz sobre sua relação com outras questões da sua própria vida.

Seu extrato bancário mostra se você tem autocontrole ou se age por impulso, se valoriza mais as coisas ou as experiências, se pratica atos de generosidade ou não, se sabe dizer não a propostas que te fazem, se consegue se situar entre seus compromissos e o calendário. E muitos outros padrões, que eu não consigo citar aqui mas que talvez você já esteja identificando só de ler esse trecho.

Analisar seu extrato bancário pode ser um exercício interessante, portanto, para conhecer seus próprios padrões e clarear seus sentimentos em relação a si mesmo. (mais…)

Coragem para receber ajuda

Era tida por todos como destemida. Enfrentava situações desconhecidas, desbravando territórios e lidando com eventos um tanto arriscados em situações antes inimagináveis. Era algo se não natural, já bem instalado.

Passara boa parte da adolescência se munindo de coragem para enfim deixar de ser a menina tímida, chorona e apegada à mãe, para enfim ser a mulher que batalha por seus sonhos.

Naquela época vivia exatamente isso: a realização de um sonho. Longe de se parecer com os finais felizes dos contos de fadas, aquele sonho lhe custava grande esforço e investimento emocional. Não havia mar de rosas.

Sentia falta do brilho nos olhos que apresentava quando o sonho ainda era distante. Sentia saudades de quando suas habilidades eram suficientes para as demandas que a vida lhe apresentava.

Não desistia, no entanto. Seguia, tropeçando mais que de costume, distraindo-se com irrelevâncias que lhe pareciam breves chances de respirar na dificuldade de caminhar. (mais…)

Você e o dinheiro: passado, presente e futuro

Sua vida financeira vai além do que dita o mercado ou a política econômica do país. Ela está diretamente ligada ao que você pensa sobre dinheiro e a como se comporta em relação a ele no passado, no presente e no futuro.

Passado

Suas histórias pessoais e familiares envolvendo dinheiro, prosperidade, privação e abundância construíram as regras ou crenças sobre quanto dinheiro ganhar e como, quanto gastar, com o que gastar e até se e como investir. Nosso país esteve por muitos anos numa grave crise financeira, e a hiperinflação nos anos 1980 fazia acreditar (porque era um fato) que o dinheiro não valia nada, já que se desvalorizava de um dia para o outro. Se você tem mais de 35 anos é possível que tenha esses sentimentos: de que seu dinheiro não será suficiente para suas necessidades e que se uma coisa está em liquidação agora é melhor comprar imediatamente antes que o preço aumente. Isso pode te deixar constantemente com a sensação de estar em dívida – ou até mesmo com dívidas reais por conta de compras desnecessárias.

A maneira como seus pais vivenciaram a prosperidade também influencia o que você sente e pensa sobre dinheiro. (mais…)