Nesta série de posts sobre vida financeira venho abordando aspectos que envolvem a relação pessoal com o dinheiro. Embora já tenha discutido sobre a questão da felicidade ser dependente do dinheiro, no último post trouxe a questão da vida financeira como uma metáfora, ou uma amostra dos padrões comportamentais como um todo. Aquele texto estava bem extenso mas ainda havia assunto para continuar, que é o que vou fazer agora então!

Como eu mencionei no post anterior, me envolver mais ativamente com os registros de gastos e rendimentos, e analisar minimamente o que estava fazendo com meu dinheiro me permitiu identificar uma série de padrões meus, alguns que até então nunca haviam sido muito claros para mim. O processo de identificá-los não foi nada agradável, mas extremamente útil, por isso compartilho aqui. Quem sabe gera alguns insights por aí também?

Padrão 4: Muita dificuldade para cobrar pelo que é meu direito.

Bastante relacionado ao Padrão 3 (Pensamento excessivo nas necessidades do outro), envolve também uma dificuldade em me sentir como um incômodo para a outra pessoa, além de certa descrença no meu poder pessoal. De modo que pedir de volta algo que é meu e está emprestado não é simples, estabelecer um preço que seja realmente compatível com minha experiência e formação é difícil, ser firme no valor cobrado é quase impossível. Educação, paciência, compreensão… tudo em excesso, prejudicando a mim e também ao outro, que não entra em contato com as consequências [aversivas] de seu comportamento sobre mim e não tem a chance de mudar.

Padrão 5: Refúgio na comida/doces/besteiras.

Percebi, analisando minhas planilhas, que diante do cansaço da rotina eu tendo a buscar refúgio na comida, especialmente em doces e massas. Comfort food. Consigo manter uma alimentação correta pela manhã, quando ainda tenho energia para fazer escolhas saudáveis. Mas depois do almoço e à noite quero e preciso de conforto e facilidade. Isso afeta minha saúde, minha balança e meu bolso, além de conflitar com valores pessoais que procuro praticar, como o respeito aos animais por meio de uma alimentação vegetariana estrita.

Padrão 6: Procrastinação

Esse é um padrão muito, muito antigo e que já está bem mais fraco. Mas ainda percebo a procrastinação quando vejo altas tarifas que poderiam ser negociadas com o banco (e demoro a fazer). Também quando vejo cobranças de multas e juros por pagamentos em atraso, quando poderia ter simplesmente me organizado para pagar no dia do vencimento. Isso poderia ser tanto com agendamento de pagamento, como por débito automático ou até mesmo o bom e velho lembrete na agenda ou no celular. Deixar essas pequenas atitudes para depois já me custou caro. E obviamente a procrastinação no que se refere a dinheiro também acaba por aparecer em outras áreas da minha vida.

E você, já conseguiu identificar que padrões comportamentais seu controle financeiro te mostra?

No dia 31 de outubro fiz uma Live no Facebook para conversarmos a respeito de dinheiro, felicidade, propósito e maneiras de gerar mais prosperidade. Curta a fanpage do Viva Com Sentido e tenha acesso ao vídeo completo. Veja informações sobre a Mentoria Vida Financeira com Propósito nos comentários do vídeo e acompanhe as atualizações que vou fazendo!

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