O que você faria se não tivesse medo?

Li agora há pouco essa pergunta no livro da Oprah Winfrey – O que eu sei de verdade – que havia comprado há meses e que finalmente tirei da estante hoje. Livros são meu pecado consumista, e compro mais volumes do que consigo ler [ainda mais nesse momento da minha vida], esperando que um dia chegue o momento daquele livro em especial.

Não foi a primeira vez que entrei em contato com a pergunta, que é uma boa ferramenta para identificar valor. Mas é interessante que ela tenha se apresentado a mim neste momento, quando mais uma vez me deparo com a consciência de meu medo de ser julgada.

As pessoas tendem a me considerar corajosa, mas a grande verdade é que eu tenho inúmeros medos. Sério. Se eu não tivesse medo eu seria uma pessoa completamente diferente. Ou talvez eu fosse muito mais eu mesma… Mas nem sei se quero perder todos os meus medos. Medos nos protegem, e viver totalmente sem proteção pode não ser muito adequado ou funcional.

No entanto, a pergunta chama a atenção para o que está para além do medo. É como se a Oprah me dissesse: ok, você tem medo de ser julgada. Mas o que mais você sente ou deseja? E esse é o ponto. O que caracteriza uma atitude corajosa não é a ausência de medo, mas é a ação sob controle do que está para além do medo.

Para além do meu medo de ser julgada [que tem raízes em outros medos mais profundos] está meu imenso desejo de ser ouvida e de contribuir para o desenvolvimento de alguém. Está meu desejo de me conectar genuinamente com o outro.

Não é fácil superar esse medo. Não é de uma hora para a outra e nem “empurrada” por uma simples pergunta que vou [ou vamos!] conseguir. O caminho é longo, a bagagem é pesada (afinal os medos vão aqui na mochila) e a caminhada se faz de muitos pequenos passos. Mas eu prefiro mil vezes o caminho longo a ficar parada no mesmo lugar, só observando os andarilhos.

Então me abraça e vem comigo?

Imagem: Pexels

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