É a segunda borboleta que vejo hoje. Esta também num lugar inusitado. Nada de floresta, jardim ou campo florido. Esta, numa cafeteria. A outra (grande, azul, linda) em meio aos carros no trânsito congestionado da metrópole. Eu, que gosto tanto que metáforas, sou presenteada com elas sem que as esteja procurando. Sou grata!

As borboletas de hoje me dizem da leveza possível na aspereza do dia a dia ou em lugares e situações aparentemente inapropriadas ou pouco propícias para isso.

A leveza no cotidiano é algo que venho buscando ativamente há algum tempo (anos), conseguindo às vezes. Em outras vezes vejo minha leveza levantar voo e me deixar entre o peso das tarefas, frustrações e problemas.

O que venho aprendendo (e esquecendo, e aprendendo e esquecendo, e aprendendo de novo, num ciclo sem fim) é que borboletas aparecem quando o ambiente é convidativo.

E se essas borboletas que vi hoje apareceram no meio do concreto e dos motores, certamente é porque se conectaram com meu estado de espírito atual.

A vida não tá fácil pra ninguém, mas ainda é bonita, cheia de possibilidades. A vida é um milagre.

Um não: infinitos milagres acontecendo o tempo todo.

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