Há algum tempo não acompanho as notícias nos meios de comunicação. Fico sabendo dos acontecimentos políticos, econômicos e tudo mais que a mídia divulga apenas quando alguém comenta perto de mim ou quando calha de eu estar perto de uma TV ligada em noticiários. Não vou negar: estou alienada. Ou seja, esses eventos são vividos por mim como alheios, pertencentes a outras pessoas, não a mim.

Não considero esta a melhor postura que um cidadão deve adotar. Afinal, a falta de informação sempre foi uma excelente ferramenta nas mãos daqueles que oprimem. Além disso, estou na vida. Mesmo sem tomar conhecimento do que acontece ao meu redor, não deixo de ser afetada por suas consequências. Mas realmente ainda não encontrei um meio termo, uma postura de serenidade diante das atrocidades que cometem diariamente nas mais diversas esferas. Quando me envolvo com as notícias tendo a sofrer demais e a experimentar um sentimento de impotência que também não ajuda. Você sente isso também?

Então escolhi não acompanhar. Em parte porque me faz mal, em parte porque acredito que os meios de comunicação estão viciados e só mostram aquela pequena parte de tragédias que acometem o mundo diariamente, sem dar visibilidade às coisas boas que também acontecem. Essa postura viciada gera em nós (em mim) a falsa noção de que isso é tudo, e que estamos todos perdidos nesse caos chamado planeta Terra.

Impotência, medo, fatalismo. São sentimentos de vibração baixa demais, que atrasam ou impedem nosso desenvolvimento, a busca por soluções criativas e voltadas para o todo. Que nos colocam no modo de sobrevivência, não no modo de criação, expansão, crescimento.

Ao invés disso eu escolhi sentir gratidão, alegria, esperança, amor. E foram esses sentimentos que resolvi espalhar também. Quero muito viver esses sentimentos com clareza, sem estar cega para os problemas que existem (porque eles existem, sim), mas tendo forças para agir no sentido da melhora, da solução. Só não sei como.

Como você se abastece de notícias boas? E quais são os recursos que utiliza para lidar efetivamente com os problemas que te afetam?

Imagem: Pexels

2 comments on “Estou alienada”

  1. Vívian, acho que a sua estratégia é a de muitas pessoas: fugir de notícias ruins. Isso não torna a pessoa necessariamente alienada. Talvez estejamos selecionamos a parte da realidade para a qual estamos abertas para atualizações.
    Para ter alguma informação sobre o que as demais pessoas estão discutindo, passei a consultar sites e portais de notícias. Vejo as manchetes e leio só o que interessa. Fazendo isso, sou mais ‘ativa’, não fico recebendo e engolindo passivamente todas as notícias sobre violência, crise e corrupção que assola a TV.
    Mesmo filmes e séries eu tenho evitado, porque agora me parecem violentos. Costumam ter um impacto muito forte em mim, descobri que cenas com muitos efeitos especiais me fazem mal. Na TV tenho assistido programas sobre reforma de casas, transformam uma casa velha e feia em um ambiente harmonioso, funcional e bonito. O máximo de violência é quando derrubam uma parede. Rss
    Por dever profissional, me atualizo sobre política e economia, no Brasil e no mundo, mas tudo na internet. Procuro sites e jornalistas especializados. Leio os liberais e os desenvolvimentistas, porque uns apontam os erros dos outros. Evito ler só um viés, só uma interpretação dos fatos, prefiro ler o que os dois lados dizem. Acho que ajuda a cultivar o meio termo. E quase nunca vejo vídeos. Tenho fugido de redes sociais.
    Beijos

    • Gostei da sua maneira de fazer, Virgínia! Vc recomenda algum site (ou alguns) de notícias?
      Também não dou conta de cenas violentas mais. :(
      Agora, há muitos vídeos interessantes na web. Aprendo demais no YouTube e me inspiro muito tb. Recomendo os vídeos do TED Talks!
      Bjs

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