Diante de cada acontecimento da vida as pessoas tendem a responder de acordo com suas próprias histórias: os eventos pelos quais passaram, as regras que aprenderam, as lições que tiraram após passar ou ver outra pessoa passar por alguma situação parecida. De maneira que quando uma pessoa comenta sobre dado evento ela está, talvez sem saber, comentando sobre si mesma.

Eu procuro me lembrar disso quando ouço pessoas negativas ou pessimistas, que contam sempre a pior parte do acontecimento ou que fazem as piores projeções sobre o que pode acontecer no futuro. “Pense no que essa pessoa pode ter passado, Vívian. Coloque-se no lugar dela” – diz meu grilo falante. Não é fácil. Mesmo. Isso é tão diferente da maneira como penso e busco enxergar a vida que acabo caindo no julgamento e na esquiva do contato com o “pessimista”. Minha vontade é de ficar a quilômetros de distância.

Mas estava refletindo sobre essa minha tendência a me esquivar de pessoas que fazem comentários negativos ~sobre tudo~ e entendi que mais que um julgamento puro e simples, o que estou fazendo é me preservar da dúvida e do medo. Sim, porque essa visão negativa acaba contaminando aos outros ~e me contaminando~ e quando vejo estou cheia de medos e inseguranças, sem a paz que me acompanha a maior parte do tempo.

E eu detesto me sentir insegura. [Alguém gosta?]

Não estou dizendo que minhas certezas não devam ser questionadas e nem que eu não tenha nada para aprender ou repensar. Mas sinceramente estou dispensando a baixa vibração dos comentários de medo, das histórias de catástrofes, doenças e violência. Não assisto a telejornais, novelas, filmes violentos. Não ouço as histórias que as pessoas insistem em contar em sala de espera de consultório médico [se for de hospital ainda mais]. Tudo para preservar a minha paz. Me chamem de alienada.

Eu escolho a paz e escolho o amor para a minha vida. E quando me vejo amedrontada pelos comentários negativos, paro um pouco e busco em mim e à minha volta os recursos de amor e de paz, que são antídotos naturais para o medo e nos projetam a um outro nível, mais elevado. Respirar lenta e profundamente, alternando as narinas; entoar mantras; tomar banho; ouvir músicas suaves; colorir; escrever; colocar umas gotas de óleos essenciais num difusor ou em um pouco de óleo base e cheirar; caminhar… Há muitos recursos [ainda bem!], e é maravilhoso saber que não estou presa ao medo.

Você também não, sabia?

Então agora e a cada minuto, escolhe o amor!

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