Se você é como a maioria dos seres humanos, a opinião das pessoas a seu respeito é importante. É importante para mim. Somos seres sociais, o contato com o outro é importante para a nossa sobrevivência e mesmo para a nossa felicidade. É impossível passar pela vida sem que o comportamento dos outros nos afete, desde os cuidados básicos até as meras relações de troca de serviços e bens materiais.

E como somos seres também verbais, o que o outro diz a nosso respeito também acaba por ter um impacto em nossas vidas, às vezes maior, às vezes menor. E por isso nos vemos agindo frequentemente (se não constantemente) de maneiras que serão aceitas pelo outro e que nos possibilitarão ouvir elogios, agradecimentos, palavras de apreço. Que nos tornarão aptos a sermos amados.

E esperamos (mesmo que não muito conscientemente) sermos amados e elogiados e apreciados por todos, ou ao menos por todos com quem temos um contato mais próximo.
E é aí que mora a frustração.

Frustração porque não seremos amados por todos. Nem mesmo agradaremos a todos. Nunca.

E isso simplesmente porque as pessoas são diferentes, e nem todas apreciam aquilo que temos a oferecer. E também porque não somos sempre os mesmos, e aquilo que oferecemos hoje pode não ser (e quase nunca é) aquilo que oferecemos antes. A vida muda, as situações mudam, nós mudamos. Mudam nossos valores, nossas prioridades, nossos investimentos. E, nessas mudanças todas, os outros podem ser afetados.

Paciência…

Por isso o que estou buscando fazer sugiro que você também faça: abandone a busca incessante por agradar ao outro (leia-se: a todos). Você não vai conseguir mesmo! Ao invés disso, entre em contato com aquilo que é mais importante para você, seus valores maiores, e aja coerentemente com eles. E assim você vai agradar a quem partilha de seus valores ou a quem o ama com seus valores (e ações) diferentes.

E afinal… são essas pessoas que importam, não é?

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