Ei, pare um pouco. Sente-se nessa cadeira onde estive por tanto tempo e me olhe nos olhos. Vou te dizer algumas coisas, quero que me ouça com atenção. Pode ser que doa, certamente não é o que você quer ouvir, mas vai ser melhor.

Você não é tão forte assim.
Você não precisa ser tão forte assim.
Você não precisa ser forte o tempo todo. Pode chorar. Suas lágrimas não vão fazer de você uma pessoa fracassada, nem menor, nem errada. Lágrimas têm o poder de nos humanizar.

Não, você não está louca: há momentos mais difíceis mesmo. Aquele esforço continuado, dia após dia, é como gota de água pingando na vasilha.
Uma hora enche. E transborda.
Permita-se transbordar.

Busque acolhimento. Tenha por perto aquela pessoa compassiva que vai te ajudar a transbordar e depois a enxugar a lambança sem reclamar, sem te julgar.

Peça ajuda. Sim, eu sei que essa parte não é fácil. Mas difícil por difícil já está a caminhada, e desse jeito você sabe que está insuportável.
Peça ajuda, mesmo que seja para daqui a pouco agradecer e seguir sozinha por mais alguns quilômetros.
Não é errado. Não é indigno.

Seja gentil consigo mesma. Você sabe fazer isso: veja como consegue ser gentil com as pessoas que você ama! E bondosa, e compassiva. Perceba como gentileza não é o mesmo que complacência. Você não vai cair na auto vitimização se admitir que está cansada e que precisa parar um pouco. Um pouco, não é para toda a vida.

Logo você estará forte novamente e então poderá retomar a estrada com o vigor e a energia que são suas marcas. E estará tudo bem! Mas por agora, acolha sua fragilidade. Acolha sua humanidade.

Imagem: Pexels

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *