O desenvolvimento do auto-amor é um processo interessante, que pode ser descrito mais ou menos como o processo de passar do caos à ordem, da negação à autoaceitação. Algumas condições são necessárias para que o auto-amor ocorra, e é sobre esse processo que quero falar neste post.

mandala

Sou uma pessoa atenta às metáforas da vida, embora não seja quase nada mística. Penso que as situações às quais estamos expostos podem ser relacionadas a diversas outras, mesmo que aparentemente não se assemelhem em nada.

A mandala e o processo de auto-amor, por exemplo, não têm nenhuma relação. Pelo menos não tinham para mim, que não sou uma estudiosa de mandalas, mas sim uma apaixonada pelo efeito que colorir tem em mim {muito antes de qualquer moda de livros de colorir}. Ao colorir a mandala que ilustra este post pude refletir um pouco sobre o desenvolvimento do amor próprio, e quero compartilhar com vocês essa reflexão.

Procurando uma direção

Estava bastante ansiosa antes de começar a colorir, que é mais ou menos o estado em que se encontra uma pessoa que não se ama ainda. Tristeza, desorientação, incerteza sobre que atitude tomar ou como acalmar o coração diante de situações sobre as quais não se tem muito controle. Neste estado emocional, é comum que se busquem referências externas [como será que fulano está vivendo? o que sicrano faria no meu lugar?] ou passadas [como foi mesmo que fiz da outra vez? se ao menos eu tivesse hoje o que eu tinha antes…]. Não deixa de ser interessante, pois pode inspirar a agir produtivamente. Mas corre-se o risco de se perder em meio tantas referências e não buscar a solução onde ela efetivamente está.

Estar aqui, agora

Quando me dispus verdadeiramente a colorir, sentei-me em meu escritório, peguei meu livro, meus lápis de cor { lindos! <3 }, coloquei uma playlist de músicas suaves para tocar e me entreguei ao processo. Chega de fugir. Sem pressa olhar atentamente para a figura sem cores, compreender o que ela é e qual sua vibração. Que cores combinam com ela? Qual é seu movimento? Que ideia ela passa?

Para se amar é preciso tempo para olhar detidamente para si mesmo. Se fazer perguntas, mas perguntas daquelas que só você mesmo consegue responder, e se dar respostas as quais só você mesmo consegue identificar como corretas. Quem é você? Do que você gosta? Em que você acredita? Que cores te compõem? O que é profundamente importante e que não pode faltar em sua vida?

O gabarito? O coração, a alma ou qualquer outro nome que se queira dar àquele aspecto de si mesmo que está sempre ali, e que é o que há de mais puro, permanente e elevado em você.

Experimentar e observar

A resposta sobre que cores farão uma composição harmônica no desenho não se dá de uma só vez. Ela vem aos poucos. O movimento é de contemplação, intuição, ação, observação. E eu diria que no auto-amor também é assim. Olhar-se atentamente, fazer-se perguntas, ouvir as respostas do coração [ou usar a intuição], agir na direção dessas respostas, observar os efeitos da ação. Não é possível ter certeza, durante o processo, de que as ações estão no rumo certo ou que trarão os efeitos mais desejados. O que se pode fazer é confiar na incrível mágica que ocorre quando se decide dar [e dá efetivamente!]  um passo, e outro, e outro e observar a mudança no que te cerca, e em si mesmo.

A princípio pode parecer errado, feio, pouco harmônico, sem sentido. Várias vezes, enquanto estou colorindo, me pergunto se aquela cor é mesmo a melhor e me arrependo. Mas persisto, e curiosamente vai se formando um conjunto harmônico de cores, que às vezes se complementam, outras vezes se contrapõem. Nossas ações e características também são assim.

Apreciar o todo

Olhar para si mesmo, para as características que te compõem, para as ações que constituem seu repertório. Aspectos tão diversos, alguns tão coerentes, outros aparentemente disparatados. Olhar para si mesmo e enxergar um desenho complexo, rico, com erros e com acertos, absolutamente único dentre os demais. Olhar o todo que é si mesmo e apreciar. Exclamar quase espontaneamente um “uau!”, acolhendo a tudo que te forma, que te constrói e que te fragiliza também. Tudo isso é você, e que beleza particular, pura, profunda e elevada você tem! De quanto amor ~auto-amor~ você é merecedor!

Imagem: Vivi Marchezini [particularmente, achei que ficou linda a minha mandala!]

*Preparei um ebook com inspirações e estratégias para o desenvolvimento do auto-amor, a partir da minha história e de minha experiência como psicoterapeuta. Vou distribuir esse ebook gratuitamente nas próximas semanas somente para as pessoas que assinam minha newsletter. Então se você quer viver sem medo de ficar sozinha e finalmente encontrar o amor da sua vida {você mesma!} faça seu cadastro  neste link. Ah! E se você conhece alguém que ainda está no começo do caminho do auto-amor, compartilhe essa informação. Fazer o bem a outra pessoa aumenta nossa estima por nós mesmas!

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