Categoria: Estilo de Vida

Por que você não se casou… ainda, Tracy McMillan

Comprei o livro “Por que você não se casou… ainda” há alguns anos quando, descrente da possibilidade de viver um grande amor ainda nesta encarnação, entrei numa livraria à procura de ajuda. Sim, eu sempre acho que livros vão me ajudar a solucionar meus problemas, o que é um pensamento bem Era de Peixes, mas tudo bem. Eles me ajudam muito mesmo! rs

Então fui passear na sessão de autoajuda, que pode ter obras bastante equivocadas, mas outras bem interessantes se estivermos abertos a essa possibilidade. Estava ali rodeada por títulos como Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus; Porque homens preferem garotas inteligentes (ou qualquer coisa parecida com isso) e tantos outros que dão dicas de como se comportar de forma a ser mais interessante aos olhos masculinos. Nunca gostei desse tipo de livro, mas confesso que estava a um passo de ceder e comprar. “Devem servir para alguma coisa”, pensei.

Foi quando olhei para aquela capa azul turquesa com o intrigante título. Aquela era a pergunta que eu me fazia todos os dias. (mais…)

Estou alienada

Há algum tempo não acompanho as notícias nos meios de comunicação. Fico sabendo dos acontecimentos políticos, econômicos e tudo mais que a mídia divulga apenas quando alguém comenta perto de mim ou quando calha de eu estar perto de uma TV ligada em noticiários. Não vou negar: estou alienada. Ou seja, esses eventos são vividos por mim como alheios, pertencentes a outras pessoas, não a mim.

Não considero esta a melhor postura que um cidadão deve adotar. Afinal, a falta de informação sempre foi uma excelente ferramenta nas mãos daqueles que oprimem. Além disso, estou na vida. Mesmo sem tomar conhecimento do que acontece ao meu redor, não deixo de ser afetada por suas consequências. (mais…)

Simplesmente comece de novo

 

Três semanas sem escrever nada, sem postar nada, sem nem mesmo enviar uma newsletter. Isso porque em meu último post falei sobre a consistência!

Toda a regularidade que eu vinha construindo, de repente interrompida pela gripe, pelo cansaço, pelas férias do filhote, pelas festas de fim de ano, pelo compromisso com o outro, pela dúvida. Não me arrependo das escolhas que fiz: elas fizeram sentido em cada momento. Mas não posso deixar de me envergonhar por ter caído na inconsistência logo após ter tornado pública minha luta por manter um padrão regular nas minhas ações. Sinal que é uma luta mesmo, né?

Ainda estou tentando descobrir que processo é esse que me tira de um caminho quando finalmente se torna fluido e interessante e que me faz ter o esforço de começar tudo quase do zero, outra vez. (mais…)

A busca pela consistência no compromisso comigo mesma

Consistência é a “característica de um corpo do ponto de vista da homogeneidade, coerência, firmeza, compacidade, resistência, densidade etc. dos seus elementos constituintes”. No que se refere a ações, consistência caracteriza a estabilidade, a manutenção da frequência a despeito de mudanças nas condições circundantes, e a coerência com outras ações e valores. Consistência nas ações gera caráter (coesão entre suas diversas facetas), e isso gera credibilidade.

Observo que uma luta minha nos últimos tempos tem sido por consistência. Estabelecer compromissos com os outros e comigo mesma e cumpri-los regularmente. Confesso que aqueles compromissos firmados comigo mesma são os mais difíceis de cumprir. Não exatamente pelo tipo de compromissos: hábitos como meditar diariamente, hidratar a pele, tomar meus suplementos vitamínicos ou escrever. São difíceis porque são compromissos comigo mesma. Certamente se fossem voltados para outras pessoas eu não falharia. Esse foi um valor importante que aprendi com meus pais: a dedicação ao outro. (mais…)

O que aquece o corpo e o coração

As pessoas geralmente relacionam o tempo frio e chuvoso a oportunidades de introspecção. Talvez porque torna mais difícil a locomoção e gere aquela preguicinha de sair por aí expansivamente. Eu sinto vontade de ficar mais quieta, mais calada, lendo, tomando chá, comendo coisas quentes e confortáveis e dormindo tanto quanto possível enrolada num cobertor quentinho.

É primavera no hemisfério sul (estamos a menos de 1 mês do verão), mas uma frente fria atinge Belo Horizonte há quase uma semana, trazendo então esse climinha que mais parece de outono. A chuva e o frio trouxeram também memórias de outros momentos de conforto e aconchego, e assim me fizeram lembrar de cobertores que marcaram momentos ou relações importantes. E é sobre 5 cobertores especiais da minha vida que vou falar nesse post bem despretensioso! :) (mais…)

Falando de amor

Falar de amor e agir com amor deveria ser algo natural. Ou talvez até seja, pois se a gente observar não há ser mais amoroso que um bebê recém nascido. A maneira como o bebê olha para sua mãe, como ouve sua voz, como toca e se permite ser tocado… é o amor encarnado, independente da situação em que foi concebido, gestado ou parido.

Mas parece que a gente vai perdendo essa naturalidade ao longo da vida, com as quedas e feridas que vamos sofrendo. Diante das agressões de toda ordem impostas nas interações com o mundo (recusas, ausências, privações, palavras, olhares ou contatos físicos violentos), grande parte de nós se retrai. E retração não combina com amor, pois amor é expansão, abertura, braços abertos e mãos estendidas. Então, retraídos, deixamos de falar de amor e de agir com amor.

E as relações se tornam superficiais, entremeadas por barreiras de defesa contra novas agressões. Passamos a viver munidos de espinhos e farpas e venenos, prontos para dispará-los ao menor sinal de perigo (leia-se: falta de amor). (mais…)

5 coisas simples para fazer no frio

Chá quentinho para curtir o frio!

Com a chegada do inverno temos a impressão de que nossas opções de lazer ficam mais restritas. Nem todo mundo se dispõe a sair na rua, frequentar bares, restaurantes, museus, espaços públicos em geral. Até programas entre amigos, na casa de um deles, é difícil de acontecer. Especialmente à noite, quando as temperaturas caem ainda mais!

Eu já fui uma pessoa que odiava o inverno. Ficava mal humorada, reclamona, com o corpo tenso todo o tempo. Mas felizmente nos últimos anos venho lindando melhor com o tempo frio, e aprendendo a encarar esses momentos como boas oportunidades de recolhimento e prazer.

Ao invés de ficar me queixando do inverno e das baixa temperaturas (algo que fazia a cada cinco minutos), dou um jeito de me aquecer de forma eficiente e lanço mão de algumas atividades simples, baratas e que eu possa fazer sozinha ou acompanhada. Veja então 5 coisas simples para fazer no frio: (mais…)

Leveza no cotidiano

É a segunda borboleta que vejo hoje. Esta também num lugar inusitado. Nada de floresta, jardim ou campo florido. Esta, numa cafeteria. A outra (grande, azul, linda) em meio aos carros no trânsito congestionado da metrópole. Eu, que gosto tanto que metáforas, sou presenteada com elas sem que as esteja procurando. Sou grata!

As borboletas de hoje me dizem da leveza possível na aspereza do dia a dia ou em lugares e situações aparentemente inapropriadas ou pouco propícias para isso.

A leveza no cotidiano é algo que venho buscando ativamente há algum tempo (anos), conseguindo às vezes. Em outras vezes vejo minha leveza levantar voo e me deixar entre o peso das tarefas, frustrações e problemas. (mais…)