A doença é um grande professor. Mas até mesmo diante de um grande professor o aluno pode escolher aprender ou não.

Não acredito muito que adoecemos “para” aprender algo, mas sim que podemos aprender muito quando adoecemos ~ e em qualquer outra oportunidade na vida, a propósito.

Esta foi uma semana de adoecimentos na Casinha. Bebê, vovó e marido doentes, e eu forte, tocando em frente, cuidando de tudo, dormindo às 2h e acordando às 6h, fora as mamadas de madrugada. Super mulher.

Ilusão!

Claro que eu adoeci também! Nem sei o que tenho, só sei que a danada da febre que está aqui desde ontem, às vezes mais alta, outras vezes mais baixa, veio dar um chega-pra-lá na Mulher Maravilha e trazer a Vívian humana pra Terra. Algumas coisas que a febre veio me ensinar [que ainda estou identificando, já que são apenas 24 horas de febre até agora]:

  • Pedir ajuda. [Acho que essa tá entre as Top 10 necessidades da minha lista de “O que aprender nessa vida antes de morrer”] Não é fácil cuidar de um bebê pesado como o meu estando com o corpo todo dolorido e a cabeça doendo. Pedir que os outros cuidem do que não preciso necessariamente fazer e cuidar somente do que é imprescindível a minha participação ~amamentar~ é algo quase de outro mundo pra mim. Dando passos de formiguinha.
  • Recolhimento. Chegar mais cedo em casa, desligar as redes sociais, deitar mais cedo, deitar durante o dia. Prometo que não vou abusar hoje!
  • Paciência com os processos naturais. Há uma dinâmica da febre, e estou tentando entender e acolher essa dinâmica, tratando com ferramentas que também a acolham. Banho morno, compressa de água fria, medicamento antroposófico, monitoração.
  • Paciência com o sistema medicalizante. Imagina quantas vezes eu já ouvi desde ontem as perguntas: já tomou um antipirético? Foi ao médico? Será que você também vai precisar de antibiótico? Respira e responde: não, não, não sei.
  • Reconexão com as minhas certezas: eu acredito na cura pelos recursos próprios do organismo, sem muitas intervenções e com bastante observação e auto respeito. A cada vez que me questionam sobre remédio, médico, hospital, preciso voltar para mim mesma e avaliar que atitude vou tomar que respeite a situação e essas convicções. Tampar os ouvidos de fora e abrir os ouvidos para dentro.
  • Paciência com a dor e a fraqueza. Essa também não é fácil, mas é muito possível ~ um dia eu conto como foi o parto do meu filho e como lidei com a dor ~. Confesso que ainda reclamo um pouco, fico querendo que passe logo, mas pouco a pouco vou conseguindo lidar com meu corpo da maneira como ele está.

Enfim, não há nada grave acontecendo, graças a Deus! Os desafios não são tão grandes, especialmente perto de quem enfrenta doenças crônicas ou muito incapacitantes ~ nesses casos o aprendizado então é gigante! Mas ainda assim penso que não custa aproveitar a experiência e aprender um pouco mais da vida. Afinal, a gente está aqui pra isso mesmo, né?

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