A gente não quer só dinheiro,
A gente quer dinheiro e felicidade.

(Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)

A relação entre dinheiro e felicidade é tão controversa que acaba dividindo pessoas e posturas na vida. É preciso dinheiro para ser feliz?

Na sociedade contemporânea, dinheiro é o que nos possibilita acessar bens e serviços os mais diversos, desde os mais básicos até aqueles super exclusivos, que não configuram uma necessidade. Ele permeia quase todas as nossas relações com o mundo.

O dinheiro possibilita condições dignas de vida como um lugar seguro para viver, alimento e água suficientes para o corpo funcionar bem, condições de higiene que garantam saúde, etc. Na medida em que o dinheiro dá acesso a essas condições de dignidade, pode-se dizer que ele é necessário para a felicidade. Ou o inverso: a falta dele influencia o sentimento de infelicidade.

Pesquisas mostram que a quantia média anual recebida por uma pessoa está relacionada à felicidade percebida por ela, e que faz muita diferença se uma pessoa recebe $30.000 ou $80.000 por ano. Mas mostram também que a partir de dado valor anual já não há tanta diferença: os níveis de felicidade percebida aumentam muito pouco entre quem recebe $100.000 e quem recebe $150.000.

Nesse segundo grupo, talvez a pouca diferença na percepção de felicidade ocorra porque a nenhuma dessas pessoas faltam as condições básicas de uma vida digna. O que uma pode ter e a outra, não, são apenas acessórios: mais conforto, mais experiências prazerosas, objetos mais valorizados socialmente. Não que esses “acessórios” não sejam importantes, mas não são fundamentais.

Uma experiência que afeta bastante, pelo menos temporariamente, a sensação de ser ou não feliz é a queda na renda. Receber menos implica se privar de coisas que faziam parte do dia-a-dia, não ter acesso a itens que foram se tornando importantes e componentes do que se define como necessário. E se diante da queda de rendimento não há a privação e vive-se como antes, encarar as contas no vermelho no final do mês é igualmente desagradável.

Preocupações, cortes, dívidas, empréstimos, retiradas na reserva feita com muito esforço… E o questionamento: como restaurar a felicidade num cenário de retração da economia, renda mais baixa e custos mais altos? Vamos conversar sobre isso nos próximos posts, e eu gostaria de saber: como você faz para estar em paz com o dinheiro (ou a falta dele) nessas situações? Agradeço seu comentário!

No dia 31 de outubro vou fazer uma Live no Facebook para conversarmos a respeito de dinheiro, felicidade, propósito e maneiras de gerar mais prosperidade. Curta a fanpage do Viva Com Sentido e ative as notificações para ser avisado sobre o horário e outros detalhes! Te aguardo!

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