Eu acredito que a felicidade está nos pequenos detalhes. E não, não estou falando de diamantes! :)

Os dias podem ser maçantes, com seus processos se repetindo sem parar, ou estressantes, com pressão vindo de todos os lados para que sejam gerados mais e melhores resultados. Rotina sem sentido ou a obrigatoriedade da alta performance. 

Penso que é urgente sairmos desse modelo, e até falei sobre isso recentemente em outro post. No entanto, enquanto não conseguimos romper com o modelo atual de produção, podemos trazer para o dia a dia pequenos momentos de alegria, leveza, sabor.

Em frente ao meu prédio há um pé de amora. Amora nunca foi minha fruta preferida, e para falar a verdade eu mal me lembrava da existência dela no maravilhoso mundo das frutas. Mas parece que agora é época de amoras, e a amoreira da minha rua está dando frutos! Não está carregada ~ há poucas frutas maduras disponíveis a cada dia. Mas é exatamente esse detalhe que traz leveza e divertimento aos meus dias.

Diariamente, quando saio para passear com meu bebê, passamos na amoreira da rua e ficamos {eu fico} procurando por frutinhas que já estejam maduras e ao meu alcance. É um exercício de contentamento ~ a alegria de alcançar uma frutinha madura ~, simplicidade ~ são poucas amoras por dia, não dá pra ficar saciado ~, paciência ~ é preciso esperar dia a dia pelo amadurecimento de cada fruta ~ e aceitação ~ não consigo alcançar todas as amoras maduras, e preciso aceitar isso.

Ou seja, não há uma enorme quantidade de frutas disponíveis para que eu devore e nem aguente comer outra coisa depois. Não há euforia. Há, sim, pequenas alegrias, quase uma brincadeira de encontrar doçura em meio às folhas e frutas verdes que insistem em nascer na rua movimentada.

Quais são as amoras que você tem colhido para tornar mais doce seu dia a dia?

Imagem: Pexels

2 comments on “A felicidade está nos pequenos detalhes”

  1. Amoras não, pitangas… roubadas da árvore do vizinho… não roubadas pois está no passeio, mas escolher as mais vermelhinhas todos os dias… Passou a época, acabou. O pé está vazio. Mas sempre fui de focar nos detalhes, gosto disso, e isso me constrói. Faz parte de mim, da minha personalidade.

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